Projetos de Pesquisa

 

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Sérgio Oliveira De Paula

Ciências Biológicas

Microbiologia
  • produção de quimeras vacinais (sars-cov-2-yfv17d) contra o vírus sars-cov-2 (severe acute respiratory syndrome coronavirus 2) e padronização de testes sorológicos
  • Desde que os primeiros casos de COVID-19 começaram a ser relatados na cidade de Wuhan, na China, o mundo já conta com mais de 2 milhões de infectados pela doença, e até o momento, 125 mil mortos. A ciência mundial se esforça para entender os mecanismos de infecção viral, as consequências da infecção no corpo e o desenvolvimento ou seleção de fármacos que possam atuar no tratamento da doença. Embora seja um consenso que, apenas a elaboração de uma vacina seguramente efetiva contra o SARS-CoV-2, poderia efetivamente imunizar a população e protegê-la contra os posteriores surtos que possam vir a acontecer por essa doença, ainda não possuímos um candidato viável. Devido a isso, nesse projeto temos como objetivo, a utilização da plataforma YFV 17D como base para a elaboração de uma vacina contra SARS-Cov-2. Para a construção dos vírus YF17D recombinantes, diferentes arranjos serão testados, como os domínios S1 e S2 da proteína S do SARS-CoV-2, bem como a proteína S inteira. As regiões de interesse (proteína S, domínio S1 e domínio S2) serão fundidas em seus terminais amino com os primeiros 9 aminoácidos do terminal amino de YF 17D NS1. Os plasmídeos resultantes das montagens serão linearizados e o transcrito transferido para células Vero. Após 5 passagens, o vírus quimérico será recuperado no sobrenadante da cultura celular. Em paralelo a proteína S recombinante será expressa na levedura Pichia pastoris KM71H, a partir do plasmídeo integrativo pPICZαA. Essa proteína será purificada e utilizada como vacina de subunidade proteica em comparação com as quimeras virais YF 17D. Os ensaios in vivo serão realizados no Instituto Aggeu Magalhães (FIOCRUZ – Pernambuco) onde os candidatos vacinais serão avaliados em modelos animais. As proteínas S recombinantes utilizadas como candidatos vacinais também serão utilizadas na elaboração de testes diagnósticos sorológicos (MAC-ELISA e IgG ELISA). Tendo em vista que a vacina YFV 17D demonstra ser uma plataforma estável mesmo contendo imunógenos de outras famílias virais, aliado à sua fácil produção em larga escala, nos leva a crer que essa vacina traria resultados positivos no combate ao Covid-19, com possibilidade de rápida implementação no sistema único de saúde brasileiro. Fato esse que seria de suma importância pois trará benefícios a rede pública de saúde que tanto carece de recursos.
  • Universidade Federal de Viçosa - MG - Brasil
  • 16/07/2020-15/09/2022
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Sergio Ossamu Ioshii

Ciências Exatas e da Terra

Ciência da Computação
  • um sistema computacional para padronização do diagnóstico imuno-histoquímico de lâminas digitalizadas de pacientes do sistema único de saúde portadoras de câncer de mama.
  • Trata-se de projeto de desenvolvimento de sistema para análise semiautomatizada ou automatizada de características imuno-histoquímicas de câncer de mama de pacientes do sistema único de saúde tratados em hospital oncológico de referência no estado do Paraná. O câncer de mama é a segunda neoplasia mais frequente nas mulheres. Seu tratamento tem possibilitado a sobrevida maior das melheres e esta melhoria está relacionada ao estadiamento clínico-patológico adequado e detecção de marcadores morfológicos e moleculares específicos, em que a imuno-histoquímica tem papel relevante. Entretanto a metodologia é muito dependente do conhecimento do patologista avaliador, podendo sofrer grande variabilidade de laboratório para laboratório, podendo resultar em prejuízo ao tratamento. A digitalização das lâminas de patologia e de imuno-histoquímica tem possibilitado uma mudança neste cenário de variação na interpretação, com a aplicação de ferramentas computacionais de análise de imagens, qualitativamente e quantitativamente. Tais ferramentas já existem no setor privado de saúde. Este projeto tem objetivo de desenvolver um sistema que seja de livre acesso para as análises dos pacientes do sistema único de saúde, assim favorecendo um grande número de pessoas acometidas desta enfermidade.
  • Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PR - Brasil
  • 10/11/2018-30/11/2021
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Sérgio Paulo Campana Filho

Ciências Exatas e da Terra

Química
  • membranas quitosana reforçadas com "whiskers" de beta-quitina e com hidroxiapatita ou laponita para regeneração óssea
  • Gládios de lulas serão a matéria-prima para extração de beta-quitina, a qual será submetida a tratamento ácido para produção de "whiskers". Quitosana será produzida por aplicação do processo de desacetilação assistido por irradiação de ultrassom de alta intensidade (DAIUS). Filmes e membranas serão produzidos a partir de suspensão aquosa concentrada de "whiskers" de beta-quitina e quitosana. Os polímeros, a saber beta-quitina e quitosana serão caracterizados quanto a estrutura química e propriedades físico-químicas enquanto os biomateriais serão caracterizados quanto a propriedades físico-químicas e mecânicas e também quanto à susceptibilidade a lisozima, citotoxicidade e atividades anti-microbianas por ensaios in vitro.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Sérgio Paulo Morais

Ciências Humanas

Educação
  • ensino formal e programa bolsa escola federal experiências, vivências e interpretações de assistidos na cidade de uberlândia mg.
  • A pesquisa que pretendemos realizar busca perceber como beneficiados do Programa Bolsa Escola Federal, no período 2001 a 2003 (período eminentemente anterior a unificação dos programas sociais e a consequente criação do “Bolsa Família”), vivem e atualmente percebem o ensino formal em suas vidas, já que o programa atrelava o recebimento do benefício à frequência escolar, ou seja, apenas os pais das crianças que estivessem matriculadas, e que cumprissem as premissas de renda, poderiam recebê-lo. Sabe-se que o Programa Bolsa Escola não se iniciou federalizado. A ideia fora pela primeira implementada no ano de 1995 pelo governo do Distrito Federal. Em 1996 o Programa Bolsa Escola recebeu um prêmio das Nações Unidas tornando-se um modelo para o resto do país e sendo replicado em outras regiões. Em 1998 outros estados e diversos municípios haviam adotado o programa a partir da matriz do Bolsa Escola inicial. Entretanto, como vivem os beneficiários e quais valores atribuem à educação formal, a partir de uma cidade brasileira: Uberlândia. A peculiaridade de uma história regionalizada e ou local talvez seja necessária para a compreensão sobre espacialidades de luta política e de aplicação de normas e condutas aos pobres de demais regiões. Entretanto, é importante evidenciar o estabelecimento de um modelo hegemônico (do governo federal) nos anos iniciais da década de 2000, com a federalização dos programas sociais.
  • Universidade Federal de Uberlândia - MG - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Sergio Pereira Leite

Ciências Humanas

Sociologia
  • expansão do “agronegócio”, estrangeirização de terras e ação do estado: problematizando as transformações no meio rural brasileiro
  • A presente proposta tem como objetivo analisar as transformações experimentadas no meio rural brasileiro, particularmente no período 2000 – 2015, levando em consideração os seguintes propósitos: a) Examinar os processos sociais, econômicos e político-institucionais, que informam a dinâmica de crescimento do agronegócio brasileiro de uma forma geral e, em particular, em algumas áreas específicas, valendo-se para tanto dos resultados da pesquisa anterior e verificando a possibilidade de explorar novas regiões para trabalho de campo, incluindo o meio rural fluminense; b) Analisar os investimentos diretos estrangeiros (públicos e/ou privados) na aquisição de terras brasileiras para destinação a projetos de produção agropecuária dentro do território nacional, bem como a realização de processos de cooperação, alianças e joint ventures com firmas brasileiras com a mesma finalidade. Esse eixo possui um forte caráter exploratório, especialmente em função do fato de que tais transformações, além de serem bastante recentes, não contam com uma base de dados detalhada para seu diagnóstico. Serão objeto de identificação, a posteriori, áreas onde tais processos vêm se evidenciam como estratégia relevante, conjugada ao crescimento do agronegócio. Da mesma forma, explorar as estratégias de investimentos de produtores e grupos empresariais brasileiros em terras e produção de grãos no exterior, com especial ênfase nos casos sul-americano (Paraguai) e africano (Moçambique); c) Estudar a ação do Estado, por meio dos mecanismos de política fundiária e/ou de terras, que lastreiam os movimentos acima. Se, em projeto anteriormente financiado pelo CNPq, havíamos priorizado as políticas de financiamento ao processo produtivo (crédito rural, em particular), na proposta atual ganham força as políticas que atuam sobre o patrimônio fundiário e o funcionamento do mercado de terras. Sem a pretensão de entrarmos no debate mais específico sobre mercados de terra propriamente ditos, nossa intenção é verificar em que medida os movimentos acima (expansão do agronegócio e estrangeirização das terras) têm afetado os preços no período de 2000 a 2015, algo que os dados apresentados aqui parecem corroborar positivamente. Como já apontada por Delgado (2005 e 2012) a ação pública talvez se caracterize mais pela ausência de dispositivos regulatórios (o que o autor chamou de “frouxidão da política fundiária”) do que pela presença de instrumentos mais efetivos, embora o Governo Federal tenha recuperado, por meio da AGU, no segundo semestre de 2010, lei de 1971 que cerceia a compra de imóveis estrangeiros. Assim, esta proposta dá continuidade e visa consolidar um programa de pesquisa na área, tendo como lastro a formação de um grupo de pesquisa multidisciplinar e interinstitucional, denominado GEMAP (Grupo de Estudos em Mudanças Sociais, Agronegócio e Políticas Públicas), sediado no CPDA/UFRRJ e com a participação de pesquisadores da UFJF, UNILA, UFOPA. A proposta também relaciona-se diretamente com a pesquisa referente ao processo de bolsa de produtividade em pesquisa do coordenador, buscando meios de viabilizá-la financeiramente em diálogo direto com demais pesquisadores e estudantes integrantes dessa proposta.
  • Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 01/06/2017-30/06/2021
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Sérgio Ribeiro Teixeira

Ciências Exatas e da Terra

Física
  • múltipla absorção de fótons para produção de hidrogênio: desenvolvimento de um sistema para fotoeletrólise da água através da integração dos semicondutores wo3/v2o5/bivo4 e wo3/cuwo4/bivo4
  • O vanadato de bismuto (BiVO4) é um candidato de custo relativamente baixo e muito abundante para a produção fotoeletroquímica de H2. No entanto, a cinética da reação de evolução de H2 em superfícies de BiVO4 tem se mostrado relativamente lenta. O principal motivo desta lenta evolução esta associada com os processos de recombinação elétron-lacuna. Uma estratégia utilizada para retardar e/ou diminuir este efeito é criando junções com semicondutores que possuam a banda de condução (BC) com energias ligeiramente menores à BC do vanadato de bismuto e maiores que a banda de valência do mesmo, produzindo com isto caminhos por onde o elétron consegue transitar por um período maior de tempo, simulando um efeito tipo cascada para o elétron diminuindo assim a probabilidade de recombinação. Com isto, junções de semicondutores do tipo WO3/BiVO4 e CuWO4/BiVO4 tem mostrado uma melhora na produção de H2. O óxido de vanádio V2O5 apresenta posição de bandas intermediaria com as citadas acima, e por isto, ele seria uma ótima opção pra aumentar o efeito de cascata; logo, espera-se uma diminuição notável na probabilidade de recombinação elétron-lacuna levando a um grande aumento na eficiência da geração fotoeletroquímica do H2. O principal objetivo científico da presente proposta é o desenvolvimento de um protocolo de baixo custo para um sistema heterojunção nano estruturado associado com o BiVO4, CuWO4, WO3 e V2O5 para ser utilizado como fotoeletrodo na reação fotoeletroquímica para a produção de H2 por separação da molécula de água usando a radiação solar.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Sergio Ricardo de Azevedo Souza

Ciências Exatas e da Terra

Física
  • fenômenos críticos em redes randômias e na física nuclear
  • Três assuntos, brevemente descritos a seguir, serão abordados nesse projeto. O estudo das propriedades da distribuição dos fragmentos produzidos na quebra de um sistema nuclear excitado abre uma janela para se observar seu passado remoto, quando ele se encontrava em condições extremas, estando quente e comprimido. Podemos, assim, investigar a equação de estado nuclear e verificar se ocorre uma transição de fase líquido-gás em tais condições. Como a distribuição de fragmentos observada experimentalmente difere apreciavelmente daquela no instante de breakup, são necessários tratamentos precisos para se descrever esses estágios posteriores da reação, quando os fragmentos primários se desexcitam à medida que se afastam uns dos outros. Vamos desenvolver modelos para descrever esse aspecto da reação. A recente disponibilidade de feixes de núleos radioativos tornou possível o estudo em laboratório de processos envolvendo núcleos exóticos. Devido às características peculiares desses núcleos, o estudo desses processos pode auxiliar o aprofundamento da compreensão de alguns aspectos da estrutura nuclear. Em particular, a fusão envolvendo núcleos exóticos se mostrou ser uma abordagem muito atraente devido à diversidade de processos que podem ocorrer durante a reação. A compreensão desses processos pode fornecer informações importantes sobre propriedades desses núcleos. Pretendemos aperfeiçoar nosso modelo semi-clássico de canais acoplados para a fusão de núcleos fracamente ligados, corrigindo algumas de suas limitações. Isso deve levar a previsões mais realistas e precisas para a fusão completa e incompleta de tais núcleos. Redes randômicas serão aplicadas à modelagem da dinâmica de sistemas biológicos, cujas populações competem e/ou cooperam entre si. Cada vértice da rede está associado a um genótipo da população. Arestas emergentes dos vértices representam conexões entre grupos, cujas populações dos descententes (mutados e não-mutados) são afetadas pelo vértice considerado. Temos aplicado essa modelagem ao estudo de quase-espécies e iremos agora estendê-la a interação entre bactérias.
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Sergio Roberto Lopes

Ciências Exatas e da Terra

Física
  • entropia de recorrência na análise de dados não estacionários
  • Nesse projeto sugere-se novos quantificadores para a análise de series temporais, em especial o uso da entropia de recorrência apresentada na literatura especializada pelo autor e colaboradores, que se apóia no conceito de entropia de um sistema físico e baseada na quantificação de micro estados presentes na matriz de recorrência. Outros quantificadores de recorrência também serão usados. Tais quantificadores podem ser usados na detecção e quantificação de alterações ocorridas no espaço de fase e/ou espaço de parâmetros de um sistemas dinâmico. Ênfase especial será dada a caracterização da perda de estacionariedade sofrida por sistemas físicos decorrentes de alterações sofridas no espaço de parâmetros do sistema, ou daquelas que ocorrem naturalmente devido a processos dinâmicos, como por exemplo na geração intermitente de turbulência, e/ou em fenômenos de transporte anômalo em sistemas com espaços de fase mixados. Em especial, a partir de análises desse quantificador, vamos elaborar mecanismos que atuem como precursores de eventos, ou seja que detectem alterações em um sistema e que possam levar a certezas sobre os estados futuros. Somados as análises de sistemas que se apresentam como não estacionários, mais especificamente aqueles que relacionam o processo de geração de intermitência e transporte anômalo. Abordar-se-á aqui, novos resultados em uma intersecção da área de física com a área de neurociência, obtidos de uma situação experimental em fase de análise de resultados, obtidos a partir da estudo de períodos de sono em camundongos. Tal situação se mostra também como não estacionária, na medida em que os momentos fundamentais de uma função de distribuição adequadamente definida para o caso, não convergem para um valor constante no tempo, oscilando de forma complexa.
  • Universidade Federal do Paraná - PR - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Sergio Ruffo Roberto

Ciências Agrárias

Agronomia
  • tecnologias para a produção e conservação pós-colheita de uvas híbridas de mesa brasileiras sob sistema de múltiplas safras anuais
  • O presente Projeto de Pesquisa tem como objetivo desenvolver tecnologias para a produção de alta qualidade e conservação pós-colheita das novas uvas híbridas de mesa brasileiras ‘BRS Vitória’, ‘BRS Isis’ e ‘BRS Núbia’ (Vitis sp.) sob sistema de múltiplas safras anuais, aumentando a sua competitividade tanto no mercado interno como no externo. O projeto será coordenado pelo Setor de Fruticultura da Universidade Estadual de Londrina, PR, e conta com a participação de pesquisadores da Embrapa Uva e Vinho, EPAGRI - Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrologia de Santa Catarina, Instituto Agronômico do Paraná - Área de Ecofisiologia/Climatologia, Universidad Castilla-La Mancha, Espanha e University of California, Davis, EUA, bem como de bolsistas de Iniciação Científica, Mestrado, Doutorado e Pós-Doutorado em Agronomia, Produção Vegetal. As atividades de pesquisa serão conduzidas em vinhedos experimentais localizados em Empresas privadas produtoras de uva na região de Indicação Geográfica (IG) de Uva de Mesa em Marialva, PR, as quais possuem parceria com a Embrapa Uva e Vinho para o desenvolvimento de novas cultivares de uvas de mesa. Os vinhedos experimentais das novas cultivares foram estabelecidos em agosto de 2013 e as videiras estão sendo conduzidas no sistema latada com sombrite em cordão bilateral, plantadas no espaçamento de 2,5 × 5,0 m e enxertadas sobre o porta-enxerto ‘IAC 766 Campinas’. As atividades serão realizadas durante 3 anos consecutivos (2019-2021) sob sistema de múltiplas safras anuais. O projeto encontra-se estruturado em 4 subprojetos de pesquisa. O primeiro tem como objetivo desenvolver modelos de previsão de datas de colheitas múltiplas das uvas híbridas de mesa com base no histórico de risco de geadas, somatório de graus-dias e diferentes datas de podas. Entre as principais variáveis estudadas destacam-se a duração em dias de cada um dos principais estágios de desenvolvimento da videira, as exigências térmicas empregando-se o somatório de graus-dia, a geração de modelos de previsão da colheita, e as principais características físico-químicas e produtivas das uvas. O segundo subprojeto tem como objetivo estabelecer ajustes ideais de carga e densidade de cachos para as novas cultivares de uvas híbridas de mesa, visando obter altas produtividades e ótimas características físico-químicas da produção, aumentando a sua competividade no mercado de frutas frescas. As mesmas variáveis descritas no projeto anterior serão avaliadas, além da composição fenólica e de outros compostos químicos das uvas por meio de cromatografia líquida de alta eficiência acoplada aos detectores de arranjo de diodos e espectrômetro de massas (HPLC-DAD-MS/MS). O terceiro subprojeto visa desenvolver tecnologias de uso de reguladores vegetais para melhorar a cor da uva híbrida de mesa ‘BRS Isis’, a qual apresenta deficiência de pigmentação da casca quando cultivada em regiões subtropicais e tropicais. Além da avaliação das características físico-químicas da produção descritas no primeiro projeto, especialmente as relacionadas à cor da casca, será também avaliada as taxas de acúmulo de antocianinas e expressão gênica. Por fim, o quarto projeto tem como objetivo desenvolver tecnologias de conservação pós-colheita dessas novas cultivares de uvas híbridas por períodos prolongados em câmara refrigerada, visando a sua comercialização nos mercados interno e externo. Além das características físico-químicas descritas no primeiro projeto, serão avaliadas também a incidência do mofo cinzento causado por Botrytis cinerea, degrana, ressecamento das ráquis e firmeza das bagas ao longo do período de armazenamento em câmara fria e em temperatura ambiente. O delineamento das áreas experimentais será em blocos ao acaso e os dados dos diversos projetos serão submetidos à análise de variância, e as médias comparadas por teste de Tukey a 5% de probabilidade. A Análise de Componentes Principais também será realizada.
  • Universidade Estadual de Londrina - PR - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Sergio Santos de Azevedo

Ciências Agrárias

Medicina Veterinária
  • contribuições para a epidemiologia e o controle da leptospirose em animais de produção em condições semiáridas
  • A leptospirose é uma zoonose bacteriana causada por espiroquetas do gênero Leptospira, que apresenta vasta distribuição geográfica e é evidenciada em todo o mundo e particularmente prevalente em países de clima tropical e subtropical, principalmente nos períodos de altos níveis pluviométricos, devido à elevada sobrevivência da bactéria em ambientes úmidos, o que aumenta o risco de exposição e contaminação de animais susceptíveis e seres humanos. Nos animais de produção, a leptospirose é responsável por importantes perdas econômicas, principalmente relacionadas a problemas reprodutivos como nascimento de animais debilitados e ocorrência de natimortos e abortamentos, bem como pela diminuição da produção de leite e elevação dos coeficientes de mortalidade. Neste contexto, torna-se indispensável o conhecimento de aspectos epidemiológicos e o aprimoramento das medidas de prevenção e controle da leptospirose. Não há dúvidas de que para avançar sobre o tema leptospirose animal é necessário um direcionamento no sentido de se buscar o isolamento de leptospiras para progredir com relação ao diagnóstico e prevenção da doença, bem como fortalecer as ações de combate na região de clima semiárido, caracterizado por poucas chuvas e altas temperaturas, e que quando associado às peculiaridades da vegetação existente, a caatinga, bioma exclusivo do Nordeste e com uma rica fauna silvestre, oferecem condições epidemiológicas únicas que precisam ser analisadas em uma conjuntura diferente dos outros lugares do Brasil e do mundo. O grupo de pesquisa em Doenças Transmissíveis, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), vem se destacando ao longo dos anos nas pesquisas com leptospirose animal, e a parceria conjunta com outros centros de ensino e pesquisa vem proporcionando a formação de recursos humanos qualificados (fixados em instituições de ensino da Paraíba e de outros estados brasileiros) e produção científica consubstanciada, de maneira que este grupo pode ser considerado de referência no estudo da leptospirose no Brasil, particularmente no Nordeste brasileiro. Dessa maneira, formulou-se a presente proposta que será conduzida com quatro subprojetos, a saber: (a) Isolamento e caracterização molecular de leptospiras a partir de bovinos abatidos em condições semiáridas; (b) Investigação epidemiológica para leptospirose em bovinos no estado da Paraíba, semiárido brasileiro; (c) Influência dos índices pluviométricos na detecção de leptospiras em sítios renal e extra-renal em pequenos ruminantes em condições semiáridas; e (d) Investigação epidemiológica para leptospirose em suínos criados em sistema de produção de agricultura familiar no semiárido paraibano, Nordeste do Brasil. Espera-se, dessa forma, promover avanços no conhecimento epidemiológico e no controle da leptospirose em animais de produção em condições semiáridas, contribuindo, assim, com a diminuição de impactos econômicos na produção animal e bloqueio da transmissão da infecção para seres humanos.
  • Universidade Federal de Campina Grande - PB - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022