Projetos de Pesquisa

 

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Ana Ligia Barbour Scott

Ciências Biológicas

Biofísica
  • adjuvant for covid-19: drug repurposing and discovery of plant based novel therapeutics/adjuvants with anti-inflammatory and immunostimulatory properties.
  • Vários tipos de vírus se multiplicam no hospedeiro sem causar danos graves, incluindo aqueles capazes de causar doenças. Mas, em alguns casos, a resposta do hospedeiro pode causar efeitos fisiopatológicos importantes, que podem ser relativamente inespecíficos ou mais direcionados pela resposta imune humoral e/ou celular. É geralmente conhecido que os macrófagos fazem parte de uma população de células do sistema imune inato que responde a agentes microbianos pela produção de moléculas inflamatórias que matam os patógenos e promovem a reparação dos tecidos. No entanto, uma resposta inadequada dessas células pode levar a danos ao próprio indivíduo, como pode ser visto na síndrome de ativação macrofágica induzida por infecções graves, incluindo aquelas relacionadas ao SARS-CoV-2. A ocorrência e evolução do COVID-19 depende da interação entre o vírus e o sistema imunológico de cada indivíduo. Portanto, a identificação de agentes imunomoduladores capazes de manter uma resposta imune controlada e ao mesmo tempo responder adequadamente aos patógenos são de grande interesse neste momento de pandemia. Este projeto de pesquisa propõe unir estudos in silico (docking molecular, triagem virtual, modelagem molecular, simulações de dinâmica molecular, análise de modos normais, etc.) e in vitro (experimentos de interação imunológica e biofísica contra alvos validados e ensaios de inibição viral) para identificar moléculas de origem vegetal, ou compostos sintéticos semelhantes a essas substâncias naturais, com propriedades antiinflamatórias e imunomoduladoras contra COVID-19 ou SARS-CoV-2. Espera-se que o resultado direto deste projeto seja a aquisição de informações que permitirão um melhor entendimento da estrutura / função de proteínas-chave na infecção por SARS-CoV-2 que podem auxiliar na formulação de candidatos a fármacos para auxiliar no tratamento. de COVID-19. A complementaridade e interdisciplinaridade dos grupos pode ser muito produtiva para desenvolver o projeto.
  • Universidade Federal do ABC - SP - Brasil
  • 07/12/2021-30/06/2024
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Ana Lucia Nogueira de Paiva Britto

Ciências Sociais Aplicadas

Planejamento Urbano e Regional
  • risco e sustentabilidade ambiental nas metrópoles brasileiras
  • Eventos naturais de nossa história recente têm demonstrado que o planeta está passando por transformações climáticas. Os impactos podem ser sentidos através da intensidade de tempestades, secas e ondas de calor que afetam negativamente a disponibilidade de água potável, a distribuição de energia e alimentos para nossa civilização. Evidências científicas apresentadas no quarto Relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas de 2007 não deixam dúvidas que a ação humana é um dos fatores mais relevantes neste processo. Os fenômenos ambientais decorrentes das mudanças climáticas impactam de maneira diversa o território brasileiro, sobretudo considerando sua dimensão continental. Regiões costeiras ou interioranas, com maior ou menor precipitação pluviométrica, banhadas ou não por rios, mais ou menos adensadas, com solos mais ou menos permeáveis, reagirão diferentemente às alterações ambientais. Considerando os efeitos sistêmicos do padrão de produção e consumo em uma sociedade globalizada, o enfrentamento dos problemas oriundos dos eventos naturais deve ser pensado em múltiplas escalas, apesar de grande parte dos reflexos serem sentidos no âmbito local. As áreas urbanas tem sofrido impactos que envolve ameaças materiais e de vidas de uma parcela considerável de seus habitantes. Nas metrópoles se concentram o maior número de vítimas que um evento natural pode alcançar, assim como reflete o potencial dos impactos, positivos ou negativos, em todo o ecossistema caso haja uma permanência ou mudança de postura dos habitantes e governantes relativo à cidade e ao meio ambiente. A complexidade de se tratar o espaço urbano sob aspectos ecológicos também diz respeito à visibilidade que o ser humano tem dos processos sistêmicos de forma a estabelecer uma lógica causal. Com isso, constata-se que a produção de informações espacializadas ajuda na compreensão da realidade concreta e subsidia a elaboração de estratégias e ações para mitigação do risco imposto aos grupos sociais, assim como influencia na construção de mecanismos que possam lidar com o cenário de mudanças climáticas. Ao definirmos o ambiente urbano-metropolitano como setor estratégico de pesquisa em sustentabilidade urbana e regional, o Observatório das Metrópoles busca produzir subsídios para construção das políticas nacionais de desenvolvimento urbano e regional, assim como contribuir na definição de diretrizes à atuação dos entes federativos, em especial dos governos locais, no que diz respeitos a ações que promovam a adaptação das cidades ao impactos dos eventos naturais. A investigação relatada nesta proposta de pesquisa parte de uma perspectiva que considera as metrópoles brasileiras diante das mudanças climáticas em curso, sendo impositiva a reconexão com as forças do ambiente amplificadas no momento pelas mudanças climáticas. Esta reconexão deve considerar os fatores naturais à luz das questões que envolvem a desigualdade social, os mecanismos de adaptação e as potencialidades de uso do solo que minimizem a degradação dos ecossistemas. O uso de indicadores facilita uma visão de todo o processo enquanto a investigação desagregada das várias dimensões que compreendem o debate do ambiente urbano propicia a construção de estratégias em várias escalas. Os indicadores se colocam como instrumento disponível à diversos atores sociais para a avaliação do habitat e para o enfrentamento dos problemas decorrentes da ocupação humana, de forma a produzir um espaço urbano adequado às dinâmicas naturais. Se por um lado as metrópoles apresentam espaços com população sujeita a riscos ambientais que devem ser objeto de políticas sociais, de infraestrutra urbana e de recuperação ambiental, por outro, territórios adequados à ocupação devido a disponibilidade de serviços urbanos têm sido subutilizados, gerando um padrão disperso de ocupação. Para contribuir no avanço das análises dos impactos observados e projetados da mudança do clima no território nacional, o objetivo deste projeto busca apresentar um quadro compreensivo das condições ambientais das metrópoles brasileiras, bem como subsidiar a elaboração de estratégias e ações para a mitigação de riscos ambientais relacionados às mudanças climáticas para setores públicos e privados. Esta meta será alcançada pela coleta, sistematização e processamento de dados relativos às principais dimensões que compõem o debate acerca da sustentabilidade urbana e regional, dentre elas: o risco ambiental considerando os aspectos de suscetibilidade a desastres naturais, a vulnerabilidade social, os arranjos institucionais responsáveis por ações adaptativas, assim como o potencial de desenvolvimento de um ambiente construído mais sustentável. Retomando a perspectiva relativa à visibilidade e cognição das ameaças ambientais comentada anteriormente, o resultado a pesquisa será disponibilizado em um portal de visualização de mapas o qual possibilitará o usuário gerar análises acerca de cada componente e dimensão que compõe os índices gerados ao longo do desenvolvimento do projeto, contribuindo para a identificação de oportunidades e custos para os setores econômicos do país de diferentes trajetórias de desenvolvimento sustentável.
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 16/12/2020-31/12/2022
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Ana Luisa Borba Gediel

Lingüística, Letras e Artes

Lingüística
  • inclusão de surdos na zona da mata mineira, no noroeste fluminense e no recôncavo da bahia: um estudo de multicasos acerca das práticas e abordagens inclusivas em diferentes contextos
  • As formas de comunicação e as estratégias de ensino têm sido identificadas como o maior desafio das escolas públicas brasileiras que trabalham com estudantes surdos e ouvintes na mesma sala de aula. No contexto das escolas públicas brasileiras a presença do bilinguismo (Libras e Língua Portuguesa) e a prática bicultural é escassa (RIBEIRO & SILVA, 2016). A partir dessa realidade, este estudo objetiva documentar e compreender o contexto da inclusão em diferentes localidades da região sudeste e nordeste brasileiro. Especificamente, pretendemos documentar ferramentas, práticas e abordagens utilizadas na inclusão de pessoas surdas no contexto educacional: Educação Básica e Ensino Superior. Para a catalogação e a documentação das práticas inclusivas nas duas realidades investigadas, utilizaremos as ferramentas da etnografia. Por meio da pesquisa qualitativa multicêntrica, realizaremos entrevistas com professores e alunos Surdos, observações em sala de aula e análise dos artefatos pedagógicos como, por exemplo, planos de aula, materiais de apoio e atividades dos alunos. A pesquisa busca oferecer conhecimentos e subsídios acerca da realidade da inclusão dos surdos no contexto educacional. Esperamos que esta pesquisa possa refletir, divulgar e contribuir com a educação de surdos em cidades no interior brasileiro.
  • Universidade Federal de Viçosa - MG - Brasil
  • 16/03/2022-31/03/2025
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Ana Luisa Sousa Azevedo

Ciências Biológicas

Biotecnologia
  • desenvolvimento de painéis moleculares para genotipagem de snps em forrageiras tropicais
  • O maior problema enfrentado em programas de melhoramento de gramíneas forrageiras é o longo tempo necessário para o desenvolvimento de novas cultivares, com baixos ganhos genéticos anuais, fenótipos alvo complexos e longos ciclos de seleção. Há ferramentas disponíveis de seleção assistida e de seleção genômica, que ainda não são aplicadas na rotina de desenvolvimento de cultivares forrageiras, e poderiam contribuir na redução de ciclos de seleção e consequente aumento nas taxas de ganho genético. A principal limitação para implementação da seleção genômica é a necessidade de desenvolver painéis moleculares informativos e com alta reprodutibilidade. A presente proposta tem como objetivo principal desenvolver painéis moleculares específicos para espécies forrageiras tropicais. Para esse fim, será realizado o sequenciamento e montagem do genoma de capim-mombaça (Megathyrsus maximus, sin. Panicum maximum) visto que, entre as espécies alvo dessa proposta, ela ainda não possui genoma disponível; conjuntos amplos de variantes SNP serão descobertos a partir de dados disponíveis (genomas sequenciados, transcriptomas e dados não publicados gerados pela equipe do projeto). Serão identificados pelo menos 10.000 SNPs para cada uma das seguintes espécies: capim-braquiária (Urochloa spp.), capim-mombaça (M. maximus), capim-elefante (Cenchrus purpureus) e grama-pensacola (Paspalum notatum). Os SNPs identificados serão validados em acessos dos bancos de germoplasma e/ou populações dos programas de melhoramento de cada espécie e os marcadores mais informativos irão compor um painel de marcadores para utilização futura nos programas de seleção genômica. As informações geradas na presente proposta serão organizadas e disponibilizadas em uma plataforma unificada de acesso a dados genômicos de espécies forrageiras tropicais. A proposta estabelece as bases para a dinamização de programas de melhoramento de espécies forrageiras tropicais.
  • Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - DF - Brasil
  • 03/02/2022-28/02/2025
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Ana Luiza de Brito Portela Castro

Ciências Biológicas

Biotecnologia
  • avaliação dos efeitos ecotoxicológicos da metformina em espécies de peixes: uma abordagem mutagênica e metagenômica.
  • Diversas classes de fármacos têm sido registradas e quantificadas em águas superficiais e estações de tratamentos de esgotos em muitos países, incluindo o Brasil. A metformina, um antidiabético amplamente difundido no mundo para tratamento da diabetes Mellitus tipo 2 e outras doenças é considerada a mais frequente em ambientes aquáticos de alguns países. Esta droga é eliminada inalterada pelo corpo humano resultando na descarga em águas superficiais por efluentes de estações de tratamento de água. Efeitos adversos da metformina relatados em espécies de peixes incluem formação de gônadas intersexos, afetando a expressão de genes para vitelogenina no fígado dos machos, como documentado em Pimephales promelas, agindo como disruptor endócrino. Outros efeitos foram relatados como redução do crescimento (Oryzia latipes) e alterações comportamentais (Betta splendens), modulando genes cruciais e interferindo na cadeia trófica. Assim, este estudo pretende avaliar os possíveis impactos ecotoxicológicos da metformina utilizando duas especies de peixes como modelo, Astyanax lacustris e Danio rerio (zebrafish). A espécie A. lacustris é muito comum nos rios, riachos e córregos brasileiros e tem se mostrado uma importante referência à contaminação ambiental que será demonstrada por diferentes biomarcadores (genotoxicidade, mutagenicidade, citotoxicidade, imunocitoquímica para pesquisa de vitelogenina no fígado e estudos histopatológicos de gônadas, branquias e fígado, sob hipótese de disruptor endócrino. A espécie D. rerio será submetida as análises reprodutivas e de metagenômica da microbioma intestinal para avaliar possíveis alterações em bactérias simbióticas, importantes para crescimento e nutrição da espécie. Esta abordagem abrangente agrega conhecimento sobre os efeitos tóxicos da metformina em peixes, afetando a biodiversidade e serão relevantes para estabelecimento de níveis aceitáveis deste medicamento nas estações de tratamento de água para consumo humano em nosso país.
  • Universidade Estadual de Maringá - PR - Brasil
  • 14/02/2022-28/02/2025
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Ana Luiza Silva Maia

Ciências da Saúde

Medicina
  • carcinoma medular de tireoide: impacto das variantes genéticas e microambiente tumoral.
  • A compreensão dos mecanismos moleculares que impulsionam os processos oncogênicos é crucial para estratégias diagnósticas e terapêuticas. A Neoplasia Endócrina Múltipla (NEM) 2A é uma síndrome genética caracterizada pela presença do carcinoma medular da tireoide (CMT), feocromocitoma e hiperparatireoidismo. Mutações ativadoras do gene RET (rearranged during transfection) na linhagem germinativa são responsáveis pela NEM 2 enquanto que mutações somáticas ocorrem em ~50% no CMT esporádico. Rearranjos e fusões do RET ativam processos oncogênicos em outras neoplasias humanas. Apesar da correlação genótipo-fenótipo, a heterogeneidade clínica observada em indivíduos com a mesma mutação ainda é pouco compreendida. Os inibidores da tirosina quinase (TKIs) são utilizados no tratamento do CMT com resposta variável e sem impacto na sobrevida. Terapia-alvo RET especifica parece ser mais eficaz, mas muitas questões permanecem sem resposta. De modo mais amplo, as vias de sinalização induzidas pela RET ainda são pouco exploradas. A nossa hipótese é que características clínicas e moleculares não identificadas influenciam na agressividade tumoral e resposta terapêutica. Insights sobre o microambiente tumoral, características epigenéticas e aquisição de novas anormalidades genéticas são cruciais na compreensão do comportamento tumoral. A proposta consiste de 3 subprojetos: 1. Ampliar a investigação de pacientes com CMT, incluindo informações demográficas, bioquímicas, genético-moleculares e fenotípicas, bioinformática e análise de dados de larga escala disponíveis em bancos públicos; 2. Explorar o perfil epigenético e microambiente tumoral na patogênese do CMT. 3. Explorar mecanismos de sinalização do gene RET em outras neoplasias malignas humanas, particularmente no câncer de mama onde dados preliminares mostram aumento da expressão do RET. Os resultados contribuirão no avanço do conhecimento dos mecanismos tumorais associados ao gene RET e desenvolvimento de novas terapêuticas.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS - Brasil
  • 05/02/2022-28/02/2025
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Ana Luiza Spadano Albuquerque

Ciências Exatas e da Terra

Oceanografia
  • projeto aspecto – assimetria na distribuição de energia e massa entre as correntes de contorno oeste do atlântico sul durante os últimos 180ka (mis 6 ao mis1) e o papel do vazamento das agulhas sobre o clima continental
  • O acoplamento oceano-atmosfera é decisivo para a determinação, tanto dos estados médios, quanto da variabilidade do clima terrestre, em função da elevada capacidade térmica dos oceanos e de suas propriedades de distribuição de calor. O entendimento dos modos e padrões de variabilidade dos oceanos em larga escala temporal depende de estudos paleoceanográficos, os quais têm comprovado claramente a direta relação entre a dinâmica oceanográfica e o clima global. O Oceano Atlântico teve (tem) papel central na propagação das mudanças climáticas abruptas, uma vez que elas estiveram (estão) associadas à marcantes alterações na intensidade da Célula de Revolvimento Meridional do Atlântico (do inglês, Atlantic Meridional Overtuning Circulation, AMOC). Apesar disso, o conhecimento a respeito das mudanças na paleocirculação na porção tropical e subtropical do oeste do Atlântico Sul é ainda restrito, esparso e fragmentado, a despeito de seu reconhecido papel na transferência de calor inter-hemisférico e, consequentemente, na modulação do clima global. Neste sentido, o oceano Atlântico Sul contribui com a AMOC transferindo calor para o Atlântico Norte através do Giro Subtropical do Atlântico Sul (GSAS). Na porção norte deste Giro, a Corrente Sul Equatorial (CSE) se bifurca dando origem às correntes de contorno oeste que ocupam a margem brasileira, são elas: a Corrente Norte do Brasil (CNB) e a Corrente do Brasil (CB), nos ramos norte e sul, respectivamente. A variabilidade da temperatura da superfície do mar (TSM) dessas correntes modula o posicionamento e a intensidade dos principais mecanismos atmosféricos que controlam o clima da América do Sul, tais como: a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Além disso, na porção sudoeste do GSAS, o Oceano Atlântico recebe calor transportado do Índico através do vazamento das Agulhas, o qual contribui para a variabilidade na distribuição de calor e sal entre as correntes de contorno oeste do Atlântico Sul e, consequentemente, modula a intensidade da AMOC. Estudos paleoceanográficos que abordem a variabilidade oceanográfica do setor oeste do Atlântico Sul, especialmente focados na CNB e CB são ainda raros. Apesar desta escassez de registros paleoceanográficos, alguns estudos têm apontado para uma condição antifásica ou assimétrica no transporte de calor e sal entre as correntes de contorno oeste do Atlântico Sul, e o fundamental controle do vazamento das Agulhas sobre esse mecanismo, acomodando as marcantes mudanças no transporte inter-hemisférico deste calor e sal no Atlântico. No entanto, o impacto das mudanças climáticas abruptas sobre a CNB e CB permanece elusivo, principalmente em função da pequena quantidade de registros marinhos com alta resolução temporal. Neste sentido, o Projeto ASpECTO se propõe a estudar a assimetria de transporte de calor e massa entre as CNB e CB ao longo dos últimos 180.000 anos (MIS 6 ao MIS1), buscando também entender o impacto do vazamento das Agulhas sobre o transporte de calor dessas correntes e suas consequências sobre o clima continental. Para tanto, esse projeto se baseia no estudo de três testemunhos marinhos localizados nas Bacias de Santos (GL1090), Pernambuco-Paraíba (GL1180) e Barreirinhas (GL1248), os quais estão sob a influência da Corrente do Brasil, da região da bifurcação da Corrente Sul-Equatorial e da Corrente Norte do Brasil, respectivamente. Além disso, esse projeto também abordará um testemunho coletado pela Expedição IODP-361 (Janeiro-Fevereiro 2016), localizado no Banco das Agulhas ao largo da Cidade do Cabo na África do Sul (U1479), que representa a região reconhecida como “Agulhas ring-corredor”, cujo o estudo será realizado em alta-resolução temporal, visando estabelecer os padrões de exportação de calor e sal entre os oceanos Índico e Atlântico.
  • Universidade Federal Fluminense - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2023
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Ana Manhani Cáceres Assenço

Ciências da Saúde

Fonoaudiologia
  • desenvolvimento de habilidades comunicativas em contexto de distanciamento social: um estudo longitudinal
  • O desenvolvimento da linguagem é fundamental para o pleno desenvolvimento infantil e é apontado como uma medida de bem-estar na infância. Os seis primeiros anos de vida são vitais para tal desenvolvimento, o que exige condições biológicas e um ambiente de interação saudável. A pandemia de covid-19 alterou o padrão usual de interação social ao demandar o uso de máscaras e distanciamento social, o que poderá impactar o desenvolvimento de habilidades comunicativas das crianças. Tal impacto poderá ser refletido na redução da efetividade da triagem auditiva neonatal e dos índices de diagnóstico precoce de perdas auditivas; e no aumento de barreiras para este desenvolvimento devido ao uso de máscaras (redução sutil da intensidade da fala e perda de informações das expressões faciais), menor exposição a interações sociais em um período crítico e ao acesso precoce e excessivo de telas. Entretanto, ainda não há evidências científicas que comprovem que tal impacto trará prejuízos. Afinal, se por um lado temos restrições ambientais, por outro há evidências de que a plasticidade cerebral poderia criar novas conexões em resposta a eventos adversos. Assim, este projeto visa monitorar o desenvolvimento de habilidades comunicativas nos primeiros 36 meses de vida de crianças nascidas em contexto de distanciamento social. Tal objetivo se justifica pela compreensão de que se confirmado tal prejuízo, o aumento do diagnósticos de transtornos da linguagem configura uma questão de saúde pública com potencial para afetar toda uma geração. Assim, o projeto será desenvolvido de forma longitudinal e observacional, de acordo com as normas éticas e sanitárias vigentes. Será realizado cálculo amostral para garantir o poder estatístico dos resultados, bem como serão adotadas medidas de avaliação padronizadas no país (protocolos de relato dos pais, instrumentos de rastreio e de avaliação do desenvolvimento), além de dados demográficos e histórico de saúde.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte - RN - Brasil
  • 03/02/2022-28/02/2025
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Ana Maria Baptista Menezes

Ciências da Saúde

Saúde Coletiva
  • prematuridade e doenças crônicas nao transmissiveis nos adultos jovens (30 anos) da coorte de nascidos vivos de 1993, pelotas, rs
  • Em 1998, Barker propôs que as doenças crônicas não transmissíveis (sigla em inglês: NCD) podem resultar não somente da genética ou estilo de vida não saudável do indivíduo, como também do desenvolvimento intrauterino e do pós-natal imediato. A partir daí, várias pesquisas buscam mostrar a relação entre condições de nascimento desfavoráveis e doenças crônicas tardias. O presente projeto visa avaliar a associação entre prematuridade nos membros da coorte de nascimento de 1993, Pelotas, RS, com desfechos tardios nestes participantes aos 30 anos de idade. A informação sobre idade gestacional foi obtida ao nascimento sendo prematuridade definida como os nascidos de mães com <37 semanas de gestação. Na próxima visita da coorte, aos 30 anos (ano de 2023), serão avaliados desfechos como doenças cardiovasculares, pulmonares, déficit de atenção (TDAH), violência, dentre outras, através de proxys para essas futuras doenças ja que são adultos jovens. Através de alguns exames como função pulmonar, pressão arterial, ultrassom de carótida, IMC, composição corporal por DXA e BOD Pod, assim como a informação por questionários (red cap) sobre dieta, atividade física, saúde mental e violência poderemos detectar, precocemente, alterações para futuras doenças. Há evidência de países de alta renda que prematuros estão em risco de doenças em longo prazo. No nosso meio, sabe-se pelas quatro coortes de nascimento de Pelotas (1982, 1993, 2004 e 2015) que a prevalência de prematuridade aumentou de 5,8% em 1982 para 13,8%, em 2015. Acredita-se que esta epidemia de pré-termos esteja diretamente ligada à epidemia da cesária. Nossa hipótese é de crianças nascidas pré-termo estão em maior risco de desenvolverem doenças na vida adulta comparadas a crianças nascidas a termo. A estratégia metodológica para este projeto é o fato de termos uma coorte de nascimento prospectiva e de base populacional com informações desde o nascimento e seguimento da mesma em várias idades ao longo do ciclo vita
  • Universidade Federal de Pelotas - RS - Brasil
  • 14/02/2022-28/02/2025
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Ana Maria Benko Iseppon

Tecnologias

Desenvolvimento Tecnológico e Industrial
  • bioinformática, ômicas e biotecnologia aplicadas ao feijão-caupi visando à resistência contra patógenos e pragas
  • Vide projeto anexo
  • Universidade Federal de Pernambuco - PE - Brasil
  • 29/11/2019-30/11/2022