Projetos de Pesquisa

 

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Soraia Macari

Ciências da Saúde

Odontologia
  • o papel da leptina na remodelação óssea maxilar em doenças crônicas
  • Introdução: O osso é um tecido dinâmico que sofre remodelação fisiológica constante para manutenção da sua integridade estrutural e homeostase mineral. Essa característica permite sua adaptação frente a alterações de carga mecânica, necessidades minerais, crescimento e reparo de fraturas, por meio da remodelação óssea. O processo de remodelação óssea, por sua vez, é controlado por fatores sistêmicos e locais, tais como alguns hormônios, dentre eles a leptina, hormônio produzido principalmente pelas células adiposas, que atua via sistema nervoso central na regulação do peso corporal e indiretamente na regulação do metabolismo ósseo. Alterações sistêmicas crônicas como colite (doença inflamatória intestinal) e osteoporose induzem a perda óssea. Entretanto, não há estudos que mostrem a relação da leptina no processo de remodelação óssea nestes modelos crônicos. Objetivo: Avaliar o efeito da leptina na microarquitetura óssea da maxila e fêmur em modelos crônicos induzidos por osteoporose e colite em camundongos. Materiais e Métodos: Camundongos selvagens fêmeas C57/BL6 (Wild Type - WT) e deficientes para o receptor de leptina (db/db) serão divididos em três grupos experimentais: (i) intacto (grupo controle); (ii) ovariectomizados (osteoporose induzida pela falta de estrogênio, OVX) e (iii) colite induzida por sulfato de sódio dextrano (Dextran Sulfate Sodium - DSS). Os animais serão tratados de acordo com a Comissão de Ética em Pesquisa Animal da Universidade Federal de Minas Gerais (protocolo 145/2017 e 296/2012). Após a eutanásia, as maxilas e fêmures serão analisados por micro tomografia computadorizada (microCT), análise hitomorfométrica e análise molecular por qPCR. O soro será coletado e avaliado por ELISA para verifiacar se a perda óssea está correlacionada com a expressão sistêmica de citocinas (TNF-α and IL-1), quimiocinas e receptores de quimiocinas (CCL2, CCL3, CCL5, CCR1, CCR2 e CCR5) e marcadores de remodelação óssea (RANK, RANKL; OPG; RUNX2, CTx). Resultados preliminares: A deficiência de estrogênio causado pela OVX e a colite induziram perda óssea maxilar nos animais WT representado pela redução da densidade óssea (BMD), volume ósseo (BV/TV), espessura (Tb.Th) e aumento da separação das trabéculas (Tb.Sp). Este fenótipo foi prevenido nos animais deficientes para o receptor de leptina, não havendo diferença estatística entre os tratamentos nos animais db/db. Adicionalmente, exceto os animais intactos, maiores valores de BMD, BV/TV e redução de Tb.Sp foi observado nos animais db/db OVX e colite quando comparados aos animais WT dos mesmos grupos experimentais, demonstrando melhora na qualidade óssea maxilar. Resultados semelhantes foram encontrados nos fêmures. Os dados obtidos poderão ser úteis para conduzir futuras estratégias terapêuticas na modulação da perda óssea associada à doenças crônicas.
  • Universidade Federal de Minas Gerais - MG - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022