Projetos de Pesquisa

 

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Alexandra Susana Latini

Ciências Biológicas

Bioquímica
  • participação do metabolismo da tetraidrobiopterina na biologia e medicina da dor crônica nas doenças inflamatórias intestinais
  • A retocolite ulcerativa idiopática (RCUI) é uma doença inflamatória crônica do cólon que tem a dor abdominal como o sintoma inicial em mais que 50-70% dos afetados, ou como sintoma mais prevalente no desenvolvimento da doença. Colaboradores da Universidade de Harvard identificaram um haplótipo humano de nucleotídeo único no gene GCH1, envolvido na síntese de tetraidrobiopterina (BH4), que demonstrou comprometer a expressão desse gene e ter forte associação com a redução nos escores de dor crônica em várias coortes clínicas. Com base nessa primeira validação humana para o papel biológico da BH4 na dor crônica, nosso grupo demonstrou pela primeira vez que níveis excessivos de BH4 são produzidos por neurônios em ativa nocicepção, e que a normalização da BH4 pelo uso de inibidores específicos provoca analgesia e acúmulo de sepiapterina (intermediário metabólico da BH4) em fluídos e tecidos de modelos animais de dor crônica. A seguir validamos a sepiapterina como um biomarcador específico, sensível e não invasivo da inibição de BH4 em um grupo de voluntários saudáveis, e confirmamos que a BH4 está aumentada em amostras de doenças humanas caracterizadas por dor neuropática e nociplástica. Assim hipotetizamos que existe uma produção exacerbada de BH4 como componente chave fisiopatológico da dor crônica abdominal, que o uso de inibidores da BH4 pode se tornar um novo horizonte terapêutico na RCUI, e que a quantificação de intermediários metabólicos da BH4 pode representar uma ferramenta quantitativa para caracterizar diferentes fases da doença e monitoramento terapêutico. Assim, este projeto identificará se existe uma exacerbação do metabolismo de BH4 em fluídos, exossomos e biopsias colônicas obtidas de pacientes com RCUI em atendimento ambulatorial ou hospitalizados. Para o entendimento da BH4 na fisiopatologia da RCUI várias ômicas e perfil de miRNAs serão quantificados e a faceta mecanística envolverá o uso de microchips de intestino e de organoides colônicos.
  • Universidade Federal de Santa Catarina - SC - Brasil
  • 16/03/2022-31/03/2025
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Alexandra Valeria Maria Brentani

Ciências da Saúde

Medicina
  • usando um banco de dados de múltiplos poluentes ambientais para estabelecer limites críticos de exposição à poluição do ar na saúde materno-infantil no brasil
  • Por meio do nosso projeto anterior, estabelecemos uma parceria com a Coordenação Geral de Vigilância em Saúde Ambiental – CGVAM, do Ministério da Saúde, que, em conjunto com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE desenvolveu nos últimos anos, um dos bancos de dados nacionais mais completos sobre poluição ambiental. O banco inclui medidas diárias de concentração de PM2.5, CO, O3, NO2 e SO2, além de direção do vento, umidade e temperatura para cada um dos municípios brasileiros no período de 2000-2019. Com 20 anos de dados de 5570 municípios, o banco contém 158 milhões de observações, que podem ser usadas para identificar, de maneira precisa, a relação entre poluentes ambientais e saúde materno-infantil. Para estabelecer tais associações, pretendemos cruzar o banco de exposição aos poluentes ambientais com três bancos de dados que contém informações de saúde materno-infantil: O Sistema nacional de informações sobre hospitalizações (SIHSUS), que contém o registro de todas as hospitalizações financiadas pelo SUS - alta de internação hospitalar - (AIH); O sistema nacional de informações de nascidos vivos - (SINASC), que contém cerca de 3 milhões de nascimentos por ano; e o Sistema de Informações de mortalidade (SIM),que contém todos os registros de óbitos ocorridos no país, incluindo informações sobre a data do óbito, idade do paciente e causa da morte, computados mensalmente. Nosso trabalho será dividido em 3 etapas. Na primeira etapa usaremos identificadores espaciais e administrativos para fazer o linkage de todos os bancos. Na segunda etapa, exploraremos uma serie de modelos de regressões lineares e não lineares para estimar a relação entre exposição única e múltipla dos agentes poluidores e i) efeitos adversos de nascimento; ii) mortalidade infantil; iii) mortalidade materna e do adulto iv) taxas de hospitalizações. De forma similar ao nosso projeto anterior, nós pretendemos estimar limites críticos de exposição à poluição ambiental, através da construção de curvas de modelos exposição-resposta para os desfechos estudados. Para investigar o formato da relação exposição-resposta entre desfechos adversos de saúde e exposição à poluição ambiental, usaremos diversos modelos (modelo linear, polinomial, não linear e spline) e critérios de “goodness to fit” para testar os limites críticos de exposição. Na última etapa, focaremos as queimadas e incêndios florestais, uma das ameaças ambientais mais proeminentes nos tempos atuais, com consequências globais para a biodiversidade, além do comprometimento da qualidade do ar no Brasil, em particular. Nós identificaremos as grandes queimadas florestais no período de 2000-2019 e usaremos desenhos do tipo “caso-cruzado/case-crossover” para estimar o efeito causal destes incêndios na qualidade do ar local e nos desfechos de saúde materno-infantil. Nosso time contém experts em análise de dados e em saúde ambiental, da Universidade de São Paulo e Swiss Tropical and Public Health Institute (Universidade de Basel), com extensa experiência em análise de grandes bancos de dados de poluição do ar, bem como dos bancos populacionais de informações em saúde brasileiros. Os achados deste projeto serão disseminados para a comunidade científica por meio da submissão de artigos à periódicos indexados. Relatórios e workshops serão produzidos para o Ministério da Saúde, para o grupo de vigilância ambiental e outros formuladores de políticas públicas interessados no tema.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 03/12/2020-31/01/2023