Projetos de Pesquisa

 

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Vitor Engrácia Valenti

Ciências da Saúde

Fisioterapia e Terapia Ocupacional
  • influência aguda da suplementação com base em açaí sobre a recuperação após exercício aeróbio submáximo em indivíduos com sobrepeso: análise do sistema nervoso autônomo, óxido nítrico e estresse oxidativo por meio de um estudo prospectivo, randomizado pla
  • Introdução: Intervenções não-farmacológicas para o tratamento de distúrbios cardiovasculares e metabólicos são fundamentais para reduzir a morbidade e mortalidade cardiovascular. A implementação de exercícios físicos para indivíduos com sobrepeso é relevante para a redução de riscos cardiovasculares. O uso de suplementos com o objetivo de acelerar a recuperação autonômica após exercício colabora para a diminuição de complicações cardiovasculares após o exercício. O açaí (Euterpe Oleracea Mart.) é um fruto típico e popular da região amazônica e o Brasil é seu principal produtor. Suas propriedades antioxidantes levantam a hipótese de que a ingestão de açaí antes do exercício reduz o estresse oxidativo, aumenta a biodisponibilidade de óxido nítrico e acelera a recuperação autonômica após o exercício. Além disso, a divulgação dos benefícios desse fruto pode estimular a exportação e ajudar a economia do país. Objetivo: Verificar os efeitos agudos da suplementação com açaí sobre a recuperação autonômica, estresse oxidativo e biodisponibilidade de óxido nítrico após exercício em indivíduos com sobrepeso. Método: O estudo será realizado em indivíduos adultos jovens de ambos os sexos de 18 a 30 anos de idade. Os voluntários serão divididos em grupos de acordo com sexo, índice de massa corporal (IMC) e razão cintura-estatura (CE): 1- Índice de massa corporal entre 25 e 30 kg/m2 e CE entre 0,5 e 0,55; 2- Índice de massa corporal entre 20 e 25 kg/m2 CE entre 0,4 e 0,5. Não serão analisados indivíduos com distúrbios cardiorrespiratório, neurológicos e demais comprometimentos relatados que os impeçam de realizar os procedimentos, bem como aqueles que estiverem sob medicação que influencie o sistema nervoso autônomo. Uma hora antes dos procedimentos experimentais os voluntários irão ingerir 750 mg de açaí ou placebo em cápsulas de acordo com o protocolo selecionado. O pesquisador nem o voluntário saberão se a cápsula se trata de placebo ou açaí (duplo-cego e placebo-controlado). Após a ingestão das cápsulas os voluntários permanecerão em repouso inicial sentados por 15 minutos. Após essas mensurações os voluntários realizarão exercício físico em esteira ergométrica com inclinação de 1% nos primeiros 5 minutos com FC entre 50% e 55% da FC máxima estimada (220 – idade) para aquecimento, seguido de 25 minutos com FC equivalente a 65%-70% da FC máxima estimada com a mesma inclinação. A variabilidade da frequência cardíaca e a condução elétrica dérmica serão analisados antes do exercício, aos 15-20 minutos durante o exercício e durante a recuperação após o exercício nos seguintes momentos: 5-10 minutos, 15-20 minutos, 25-30 minutos, 35-40 minutos, 45-50 minutos e 55-60 minutos. Para as mensurações bioquímicas, as amostras sanguíneas (15ml) serão coletadas antes do início do exercício, entre 1 e 5 minutos após o exercício e 60 minutos após o exercício. Serão analisadas as quantificação da peroxidação lipídica no plasma ("Thiobarbituric Acid Reactive Substances" (TBARS), a quantificação das defesas antioxidantes não enzimáticas do plasma pelo FRAP (“ferric reducing ability of plasma”) e as concentrações plasmáticas de nitrito/nitrato.
  • Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Vítor Ennes Vidal

Ciências Biológicas

Parasitologia
  • leishmania tarentolae como potencial modelo de superexpressão de fatores de virulência – estudo da gp63
  • O parasitismo é um dos principais problemas de Saúde Pública nos países em desenvolvimento, incluindo o Brasil. No caso das leishmanioses, atualmente existem cerca de 12 milhões de indivíduos infectados, com uma estimativa de 2 milhões de novos casos por ano e 350 milhões de pessoas vivendo em condições de risco de infecção (Alvar et al. 2012). O tratamento das leishmanioses apresenta sérios efeitos colaterais e em alguns casos é ineficaz em virtude do surgimento de cepas resistentes (Machado-Silva et al., 2014; Ennes-Vidal et al., 2017). Nesse contexto, alguns importantes fatores de virulência do gênero Leishmania vêm sendo apontados como alvos promissores para o desenvolvimento de quimioterápicos, ou até mesmo de uma vacina. Dentre estes podemos destacar a GP63 (leishmanolisina), uma glicoproteína de peso molecular em torno de 63 kDa abundante nas formas promastigotas do gênero Leishmania, ancorada na membrana do parasito através de glicosilfosfatidilinositol (GPI). A GP63 possui atividade proteolítica de metalopeptidase dependente de zinco e está relacionada tanto com etapas básicas do ciclo de vida, como a degradação proteica com fins nutricionais, quanto com a patogenicidade de espécies do gênero Leishmania (d’Avila-Levy et al. 2014). Em 2012, Raymond e colaboradores relataram que a GP63 se apresenta altamente expandida no genoma de Leishmania tarentolae, um parasito isolado de lagarto não patogênico ao homem. Curiosamente, os autores detectaram a expressão da proteína em torno de 63 kDa, mas não conseguiram detectar nenhuma atividade proteolítica de GP63 em L. tarentolae. Devido seu fácil manuseio, rápido crescimento e baixo custo de manutenção, L. tarentolae vem sendo utilizada como um modelo experimental para estudos de amplificação de genes (Ouellette et al., 1991), edição de RNA (Simpson et al., 2004), produção heteróloga de proteínas eucarióticas (Basile & Peticca, 2009) e desenvolvimento de vacinas (Breton et al., 2007). Entretanto, sua utilização para expressão de fatores de virulência da própria leishmania tem sido pouco abordada. Portanto, o grande avanço obtido através do desenvolvimento de ferramentas de manipulação genética – como knockdown, knockout, superexpressão e RNAi – tem permitido estudos funcionais que visem a melhor compreensão do papel desempenhado por fatores de virulência, como a GP63 das leishmanias. Deste modo, o objetivo desse estudo consiste em superexpressar uma GP63 de L. tarentolae e expressar de forma heteróloga uma GP63 de espécies patogênicas de leishmania na própria L. tarentolae. Através de ensaios de infectividade in vitro dos mutantes gerados, da purificação da enzima para caracterização enzimática e da imunolocalização dessa molécula pretendemos melhor compreender as funções da GP63 e sua relação com a infecção. Estudos preliminares do nosso grupo voltados a caracterizar a GP63 das cepas de L. tarentolae mantidas em cultura axênica na Coleção de Protozoários da Fiocruz vêm demonstrando que a atividade proteolítica da GP63 está consideravelmente diminuída quando comparada às leishmanias patogênicas, o que pode justificar a ausência de patogenicidade dessa espécie de lagarto ao homem (Lopes, disseratação em andamento). Além disso, 4 clones de L. tarentolae mutantes de GP63 já foram gerados e validados para o desenvolvimento das demais etapas do presente projeto. For fim, este trabalho pretende também validar um modelo de expressão de fatores de virulência de parasitos eucariotos, o que poderia inclusive funcionar como uma plataforma institucional de expressão heteróloga de proteínas.
  • Fundação Oswaldo Cruz - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022