Projetos de Pesquisa

 

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Jean Mary Facchini

Ciências Humanas

Filosofia
  • vi febic - feira brasileira de iniciação científica
  • A Febic, em sua sexta edição, é uma promoção do IBIC – Instituto Brasileiro de Iniciação Científica, e tem como missão promover, divulgar e desenvolver continuamente, ambientes favoráveis à alfabetização e iniciação científica, a pesquisa, a inovação, a educação e cultura voltadas, sobretudo, à promoção do desenvolvimento social, educacional e econômico de forma sustentável. A Febic tem como objetivos incentivar o interesse pela pesquisa científica, fomentando a leitura, a escrita e a oralidade, promovendo a criatividade, o espírito inovador, o uso de novas tecnologias, o comportamento sustentável e o conhecimento, por meio da alfabetização, iniciação e divulgação científica. Promover a interdisciplinaridade e a transversalidade de conhecimentos, estimular a produção científica como forma de promoção do desenvolvimento ambiental, técnico, científico e social, por meio da solução de problemas inerentes a engenharias, ciências sociais, humanas, biológicas, da saúde, ambientais, exatas e da terra, incentivando a criatividade, a cultura, a arte e a responsabilidade social. A VI Febic tem como meta apresentar à comunidade aproximadamente 250 projetos oriundos principalmente de escolas públicas de Jaraguá do Sul e região, de diversas cidades do Estado de Santa Catarina e de no mínimo 15 Unidades Federativas do Brasil, com projetos divididos em três modalidades: Iniciação e Alfabetização Científica; Educação Matemática e Trabalhos de Ensino/Aprendizagem, atendendo Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio, Ensino Superior e Pós-Graduações. A Febic é um espaço para estudantes/pesquisadores apresentarem ideias criativas e inovadoras na forma de projetos científicos, onde possam experimentar o fazer ciências; um ambiente de integração e troca de experiências; uma ferramenta de promoção da cultura científica, da experimentação, do empreendedorismo, da disseminação e da popularização do conhecimento, instigando a criatividade, a inovação e o uso de novas tecnologias; um espaço/tempo que incentiva as habilidades do aluno, do professor e da escola no campo da pesquisa e das ciências; uma oportunidade para desenvolver a curiosidade científica em sua dimensão histórica, social e cultural, considerando os questionamentos que nascem das experiências e práticas pedagógicas; uma forma de socializar e integrar os diversos conhecimentos e habilidades dos temas transversais. O principal objetivo de um trabalho científico é comunicar uma observação ou uma ideia a um grupo de indivíduos potencialmente interessados. Esses indivíduos podem então fazer uso da observação, ou fazer avançar a ideia mediante as suas próprias observações (SEVERINO, 2013). O trabalho científico consiste de informação científica organizada segundo padrões específicos, com o objetivo de facilitar a sua compreensão. Distingue-se dos conhecimentos popular, religioso e filosófico por ser resultante de uma série de procedimentos sistematizados que constituem a metodologia da pesquisa (GONÇALVES et al., 2008). A Febic vem ao encontro destes conceitos, pois estimula a realização e execução de projetos científicos, bem como fomenta a divulgação e socialização dos resultados, que são transmitidos de forma que a população em geral a compreenda, mesmo quando não tem acesso a publicações científicas ou ao entendimento das literaturas mais específicas. É fato que o tempo de escolaridade muitas vezes é insuficiente para que o estudante consiga ir além dos conhecimentos escolares básicos. Muitos dos problemas surgidos em razão disso podem ser resolvidos por meio de projetos que o aluno irá realizar individualmente ou em grupo (DEMO, 2011). Segundo Ormastroni (1998), a realização de eventos que fomentam o conhecimento científico, como feiras científicas, a participação em congressos, concursos, olimpíadas, vem servindo de estímulo para o desenvolvimento desses trabalhos e podem ser instrumentos eficientes para complementar o aprendizado escolar. A escassez destes eventos deixa uma lacuna tanto no planejamento didático-pedagógico do professor/pesquisador quanto do aluno/pesquisador que, desta forma, não conta com um importante recurso para o seu desenvolvimento científico. Assim, a Febic se propõe a preencher este importante espaço, colaborando para o constante crescimento da ciência e fomentando a iniciação científica. Os resultados alcançados durante os trabalhos de iniciação científica desvendam muitas atributos do aluno, permitindo um novo olhar, evidenciando suas potencialidades. Além disso, esses eventos são uma forma de socializar e integrar os diversos conhecimentos e habilidades, almejadas nos objetivos pedagógicos e na transversalidade didática. A VI Febic continuará a ter como meta aumentar a participação feminina entre seus expositores e distribuir no mínimo 30% das vagas para projetos desenvolvidos por integrantes do sexo feminino, dando ênfase para as áreas de ciências Exatas e Engenharias.
  • Instituto Brasileiro de Iniciação Científica - SC - Brasil
  • 03/01/2021-31/01/2023
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Jean Michel Lafon

Ciências Exatas e da Terra

Geociências
  • ampliação do potencial analítico do laboratório de geologia isotópica da ufpa: implantação de metodologias u-pb in-situ em minerais acessórios por la-icp-ms e aplicação à evolução crustal da amazônia oriental.
  • Os espectrômetros de massa com fonte de plasma indutivamente acoplado equipados com sistema de ablação a laser (LA-ICP-MS) têm permitido novas perspectivas analíticas no domínio da geocronologia e da geologia isotópica possibilitando a obtenção de dados in situ em rochas e minerais por diversos métodos radiométricos, em especial o método U-Pb. O projeto tem como objetivo principal a ampliação das ferramentas geocronológicas no Laboratório de Geologia Isotópica da UFPA com a implantação das metodologias de datação U-Pb pontual por LA-ICP-MS em minerais acessórios (monazita e titanita) e sua aplicação na cronologia detalhada dos eventos metamórficos e magmáticos que marcaram a evolução da Amazônia Oriental no Arqueano e Paleoproterozoico. As áreas alvo foram selecionadas em função das pesquisas prévias realizadas por membros do projeto e por serem estratégicas para o entendimento da evolução geodinâmica arqueana e paleoproterozoica da Amazônia Oriental. Na Amazônia oriental, o foco dos estudos geocronológicos e isotópicos tem sido principalmente para a identificação de episódios magmáticos e épocas de formação de crosta continental, com base nos métodos U-Pb e Pb-Pb em zircão, Sm-Nd em rocha total e, mais recentemente, Lu-Hf em zircão. Esses estudos constituíram um avanço importante no entendimento da compartimentação geotectônica da Amazônia oriental e na identificação dos terrenos arqueanos e paleo- mesoproterozoicos. Por outro lado, os eventos metamórficos/deformacionais tem sido comparativamente poucos investigados de ponto de vista geocronológico devido à carência de metodologias adequadas ou a dificuldade de conseguir dados radiométricos em grande quantidade em minerais das paragêneses metamórficas, os quais são geralmente obtidos por microssonda iônica (SHRIMP) ou dissolução e diluição isotópica (ID-TIMS). As metas do projeto incluem (1) A implantação do protocolo experimental de datação U-Pb in situ por LA-ICP-MS em monazita e titanita de rochas magmáticas e metamórficas; (2) A aplicação na datação dos eventos metamórficos-magmáticos da orogênese transamazônica em domínios Paleoproterozoicos da Província Maroni-Itacaíunas na Amazônia Oriental (domínios Lourenço e domínios Bacajá); (3) A aplicação na datação dos eventos metamórficos-magmáticos arqueanos e transamazônicos em domínio arqueano retrabalhado da Província Maroni-Itacaíunas na Amazônia Oriental (bloco arqueano Amapá) e; (4) A aplicação na identificação da possível influência da orogênese transamazônica em unidades da Província arqueana de Carajás (Domínio Rio Maria). As atividades previstas são (1) A implantação dos protocolos de análises U-Pb de monazita e titanita por LA-ICP-MS, envolvendo escolha do material de referência internacional; estabelecimento dos protocolos de separação dos minerais, de preparação das pastilhas para análises isotópicas e imageamento por MEV; estabelecimento dos parâmetros da análise isotópica U-Pb por LA-ICP-MS; estabelecimento dos protocolos de redução dos dados brutos. (2) A validação dos protocolos implantados no Laboratório de Geologia Isotópica da UFPA, envolvendo escolha do material de referência secundário (padrão interno do laboratório); determinação das características geoquímicas e texturais dos minerais padrões internos; calibração inter-laboratorial dos dados isotópicos U-Pb dos padrões secundários em outros laboratórios de geocronologia. (3) A geocronologia U-Pb por LA-ICP-MS em monazita e titanita em setores chave da Amazônia Oriental, envolvendo a realização de trabalhos de campo nas diversas áreas alvo da Amazônia oriental e recuperação de amostras de rochas com monazita e titanita no acervo do laboratório de Geologia Isotópica da UFPA e da CPRM-Belém; analíses petrográficas e geoquímicas das amostras de rocha; preparação das amostras para concentração e extração de minerais acessórios; análises geoquímicas e texturais dos cristais de monazita e titanita por ICP-MS quadrupolo, MEV e microssonda eletrônica; análises isotópicas U-Pb por LA-ICP-MS de titanitas e monazitas das rochas selecionadas; discussão e interpretação dos dados geocronológicos; elaboração de documentos finais (TCC, dissertações, teses e artigos científicos) e, por fim, disponibilização das metodologias implantadas para a comunidade científica do Instituto de Geociências da UFPA e de outras instituições parceiras. Os produtos esperados como resultado da execução do projeto são Trabalhos de Conclusão de Curso, dissertações de Mestrado, Teses de doutorado e publicação de artigos científicos em revistas especializadas com alto fator de impacto. Além disso, um produto importante do projeto é ampliação das ferramentas geocronológicas colocadas à disposição da comunidade científica em geologia.
  • Universidade Federal do Pará - PA - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Jean Nunes dos Santos

Ciências da Saúde

Odontologia
  • análise do perfil de expressão global de micrornas e proteínas relacionadas à transição epitélio-mesenquimal em tumores de glândula salivar
  • Os tumores de glândula salivar estão representados por mais de 40 neoplasiais, muitas das quais apresentam uma significante diversidade morfológica e biológica, sendo que algumas das quais mostram assinaturas moleculares. Recentemente, os microRNAs, curtas sequências de nucleotídeos com funções regulatórias pós transcricionais, tem sido identificados como importantes biomarcadores tumorais que tem essa função. A transição epitélio-mesenquimal é um processo biológico no qual uma célula epitelial polarizada sofre modificações bioquímicas resultando na aquisição de um fenótipo de célula mesenquimal, cuja capacidade de migração, invasão e resistência à apoptose encontram-se aumentadas. Sabe-se que vários processos moleculares então envolvidos na ativação e regulação da transição epitélio-mesenquimal, como a ativação de fatores de transcrição, a expressão de proteínas especificas de superfície celular e do citoesqueleto, produção de enzimas que atuam na degradação da matriz-extracelular e alterações na expressão de microRNAs específicos. Nesse contexto, o presente trabalho tem como objetivo analisar o perfil de expressão global de microRNAS em 24 amostras de TGS em tecido parafinado (8 carcinomas adenóides císticos, 8 carcinomas mucoepidermóides, 8 adenomas pleomórficos) por meio da realização de PCR arrays para 734 diferentes microRNAS. Cinco amostras de tecido glandular salivar normal serão incluídas e, a partir desses resultados, pretende-se validar os miRNAs diferencialmente expressos utilizando a técnica do PCR em tempo real. Em adição, pretende-se avaliar a expressão imuno-histoquímica das proteínas E-caderina, N-caderina, SNAIL, SLUG e TWIST relacionadas com a transição epitélio mesênquimal e com o processo de desenvolvimento tumoral em 60 casos de tumores de glândula salivar (18 adenomas pleomórficos, 14 carcinomas adenóides císticos, 16 carcinomas mucoepidermóides e 12 adenocarcinomas polimorfos de baixo grau), na tentativa de melhor compreender os mecanismos envolvidos na patogênese destes tumores. Pretende-se também correlacionar esses resultados com dados clínicos e parâmetros histopatológicos.
  • Universidade Federal da Bahia - BA - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Jean Paolo Gomes Minella

Engenharias

Engenharia Sanitária
  • modelagem da produção de sedimentos em rede de bacias embutidas combinadas com avaliação da persistência de múltiplos agrotóxicos.
  • Vide projeto anexo
  • Universidade Federal de Santa Maria - RS - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Jean Ricardo Simões Vitule

Ciências Biológicas

Ecologia
  • interações entre organismos nativos e a neobiota na estruturação das comunidades aquáticas
  • Um dos grandes objetivos em Ecologia é entender porque alguns locais são mais biodiversos que outros, quais as razões que determinam a co-ocorrência das espécies e como a biodiversidade e a co-ocorrência das espécies nativas e exóticas variam ao longo do espaço e do tempo. Além disso, é importante entender e incorporar o papel das atividades humanas nos estudos sobre os padrões de diversidade. De forma relacionada, estudos de interações biológicas têm sido utilizados para entender os padrões e processos de estruturação das comunidades. Nesse sentido, a introdução de uma nova espécie e/ou alterações abruptas na estrutura da comunidade originam uma neobiota, o que pode resultar em profundos efeitos nas interações biológicas. Neobiota (grego: néos = new, bíos = vida) são organismos que ocorrem em uma área que não é seu ecossistema original ou sua região de distribuição nativa. Existem muitos termos para esses organismos, como organismos não nativos, não indígenas, exóticos, introduzidos ou alienígenas. Neobiota é usado na literatura de muitos países, incluindo os EUA. Nesse caso, as espécies não-nativas são simplesmente definidas como espécies que vivem fora de sua faixa de distribuição nativa. Dependendo do tipo de organismo, as introduções intencionais ocorrem, por exemplo, na forma de cultivo agrícola, silvicultural ou aquicultura. As introduções não intencionais freqüentemente ocorrem por meio de organismos que escapam do cultivo humano, dispersão por fezes de gado ou cabelo, ou na forma de “propágulos” na água de lastro dos navios ou na carga de trem ou vagão, etc. Além disso, propágulos vegetais podem se espalhar por humanos aderindo aos seus corpos, roupas ou sapatos. Se um organismo não nativo que é cultivado escapa do cultivo e se reproduz sem ajuda humana na natureza, este organismo é então chamado de “naturalizado” (esse processo é chamado de “naturalização”). A forte interdependência entre organismos não-nativos e humanos constitui um tipo especial de emaranhamento: ao influenciar virtualmente todos os ecossistemas do planeta, o homem como uma espécie chave de grande magnitude cria constantemente novos corredores para a dispersão de organismos exóticos. Animais não nativos - obviamente, diferentemente das plantas que não podem voar, andar ou nadar ativamente, os animais podem se mover por si mesmos e, assim, são capazes de alcançar novo habitat mais rapidamente e mais facilmente do que as plantas. Para cobrir longas distâncias (trans-continentais), no entanto, elas requerem atividade humana, no entanto. Plantas não nativas - se as sementes ou propágulos de plantas não indígenas são capazes de sobreviver ao transporte inicial de longa distância para um novo continente, por exemplo América do Sul, eles podem então colonizar novos habitats. A partir dessas colônias, populações isoladas podem se estabelecer posteriormente sob certas condições (por exemplo, crescimento rápido, uso eficiente de recursos, clima adequado e solo) e, finalmente, requisitos como alta fecundidade, plasticidade fenotípica, tempo de geração rápido, heterogeneidade de paisagem e corredores de dispersão adequados são atendidas, elas podem se espalhar em escala de paisagem e interagir de forma drástica com a biota nativa. Espécies invasivas - animais e plantas que alcançam o potencial de se espalharem em escala de paisagem podem fazer com que o equilíbrio competitivo de ecossistemas inteiros seja altamente alterado. Muitas vezes, essas alterações podem ser a fonte de tremendas ameaças à saúde ecológicas, econômicas, bem como animais e humanos. Nesse caso, a espécie é denominada “invasiva”: “Espécies invasoras são aquelas que não são nativas do ecossistema em consideração e que causam ou podem causar dano econômico ou ambiental ou danos à saúde humana, animal ou vegetal. Nesse contexto, os danos ecológicos geralmente se referem a uma perda de biodiversidade, um resultado direto de organismos invasores que competem com a biota residente. O dano econômico é o resultado de medidas, às vezes muito caras, empregadas para minimizar ou erradicar neobiota. A globalização resultou em taxas amplamente aumentadas de introdução de espécies em novas regiões geográficas. A homogeneização biótica resultante levou a casos de "fusão invasiva", em que o estabelecimento, invasão ou impacto de uma espécie introduzida é aumentado pela presença de outra. Uma melhor compreensão de como a inovação ecológica influencia as interações em novas combinações de espécies é fundamental para prever os resultados de interação e pode ajudar a concentrar os esforços de conservação e manejo na prevenção da introdução de novos organismos ou espécies (incluindo espécies invasoras, OGMs, organismos sintéticos, espécies ressuscitadas e patógenos emergentes) que são particularmente de alto risco e impacto para as espécies residentes. Esta proposta combina revisões de literatura, experimentos em micro e macro escalas, análises de dados empíricos e modelagem ecológica para entender o papel das interações entre organismos nativos e a neobiota na estruturação das comunidades aquáticas. Também, esta proposta visa oportunizar a capacitação de estudantes de graduação, pós-graduação e pesquisadores de pós-doutorado junto à Universidade Federal do Paraná e a Universidade Estadual de Maringá, além de interação entre pesquisadores da UFPR, UEM, UTFPR, Museu de História Natural do Capão da Imbuia - MHNCI e instituições da Finlândia, Uruguai, Estados Unidos, África do Sul, Itália, Noruega e Escócia.
  • Universidade Federal do Paraná - PR - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Jean Segata

Ciências Humanas

Antropologia
  • performing epidemics
  • Este projeto tem por objetivo fazer uma etnografia de políticas públicas para vigilância e controle das enfermidades relacionadas ao mosquito Aedes aegypti no Brasil e na Argentina, com especial ênfase no uso das novas tecnologias digitais e da vida. Ele reflete, conjuga e prevê a manutenção dos trabalhos que realizo desde 2015, em Natal, Porto Alegre e Buenos Aires (e na Nicarágua, por meio de parceira de pesquisa com a Brown University), no âmbito das chamadas novas inteligências epidêmicas e o seu emergente emprego de softwares e de tecnologias de DNA para o mapeamento dos mosquitos e dos vírus. Em particular, a análise dos dados explorará a relação entre tecnologias globais e sua forma particular de emprego em práticas locais. Para tanto, há duas questões que guiam a pesquisa - a primeira, é mais geral: (i) como são constituídas as políticas públicas de controle às enfermidades relacionadas ao mosquito Aedes aegypti? e a segunda, é mais específica: (ii) como são empregadas as tecnologias digitais e da vida nessas política, nos casos brasileiros e argentino? Em termos mais amplos, a análise se prestará a uma descrição das novas políticas públicas e nas diferentes formas de emprego das novas tecnologias digitais no controle (entomológico) do Aedes aegypti e das doenças a ele associadas (epidemiológico).
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Jean-Claude MPEKO

Ciências Exatas e da Terra

Física
  • sinterização assistida por campo elétrico e características (micro)estruturais e (di)elétricas de cerâmicas à base de batio3, cacu3ti4o12, zro2 e zno
  • A sinterização assistida por campo elétrico (electric field-assisted flash sintering) foi introduzida na literatura muito recentemente, em 2010. Com esta técnica, materiais óxidos cerâmicos diversos vêm sendo produzidos em temperaturas relativamente baixas e em apenas alguns segundos (efeito flash). Trata-se de um tópico na fronteira do conhecimento relacionado ao processamento de materiais cerâmicos, tópico este que ainda apresenta várias incógnitas sobre a fenomenologia envolvida. Uma das questões fundamentais a ser precisamente respondida é: qual a verdadeira origem em nível microestrutural deste efeito flash? Neste sentido, este projeto propõe uma abordagem avançada do problema, considerando a experiência adquirida pelo proponente que realizou dois anos de pesquisa pós-doutoral (FAPESP–BPE 2012/06448-0 e CAPES–BEX 9291/13-0) no grupo de pesquisa do Prof. Dr. Rishi Raj, inventor da técnica de flash sintering. O projeto será desenvolvido em materiais diversos, escolhidos por terem reconhecidas aplicações na indústria eletro-eletrônica: ferroelétricos à base de BaTiO3, condutores iônicos à base de ZrO2 e varistores à base de ZnO, além do sistema CaCu3Ti4O12 com grandes potencialidades de aplicação em capacitores e varistores. O estudo será focado em encontrar respostas às perguntas ainda em aberto sobre os mecanismos físicos envolvidos no flash sintering, a fim de entender a dinâmica e cinética deste fenômeno. Para tal, serão combinadas técnicas e medidas que incluirão: propriedades ferro e piezoelétricas, espectroscopia de impedância e características corrente-voltagem (I-V) dos materiais (efeito total e contribuição dos grãos e interfaces individualmente, nos dois últimos casos); microanálise química por energia dispersiva de raios X; avaliação do desenvolvimento de fases por meio de difração de raios X, etc. O resultado final pretendido será contribuir substancialmente para o entendimento em nível (micro)estrutural da ciência básica por trás do efeito flash sintering.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Jeanlex Soares de Sousa

Ciências Exatas e da Terra

Física
  • reologia do tipo lei de potência de células de câncer
  • As propriedades mecânicas de células a a habilidades delas interpretarem e responderem a sinais mecânicos são aspectos reconhecidamente importantes em muitas funções biológicas. Por exemplo, sabe-se que forças externas aplicadas e alterações nas características mecânicas do ambiente extra-celular alteram o crescimento, diferenciação e migração celular, e a regulação de doenças. Contudo, os mecanismos bioquímicos pelos quais as células detectam as forças mecânicas são ainda relativamente obscuros. Ainda não é inteiramente compreendido como as forças são propagadas através de diferentes estruturas intracelulares, de forma que é difícil correlacionar uma força extra-celular específica a uma força específica sobre um complexo proteico ou estrutura internas. Por outro lado, is relativamente bem conhecido que células saudáveis exibem propriedades teológicas compatíveis com uma soma de leis de potência. Para baixas frequências, o expoente varia entre 0.1 e 0.3, e para altas frequências o expoente é 0.75, normalmente atribuído a resposta mecânica do citoesqueleto de actina. Também sabe-se que muitas doenças provocam alterações nas estruturas internas das células. O câncer, por exemplo, causa desordem no citoesqueleto celular, e muito pouco é conhecido como estas alterações a resposta mecânica das células. Este projeto visa investigar as como diferentes tipos de câncer alteram os expoentes de relaxação viscoelástica através da microscopia de força atômica, e correlacionar estes expoentes com alterações nas estruturas internas das células. Espera-se que este estudo possa contribuir para o entendimento da função mecânica das estruturas intracelulares, e como detectar doenças antes de um diagnóstico clínico ou combate-las em nível intracelular.
  • Universidade Federal do Ceará - CE - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Jeannie Nascimento dos Santos

Ciências Biológicas

Zoologia
  • revisão taxonômica das espécies do gênero physaloptera rudolphi, 1819 (nemata: physalopteridae) parasitos de répteis squamata da região neotropical
  • Physaloptera inclui um grupo de helmintos parasitos do Filo Nemata, distribuídos em cerca de 100 espécies descritas em todo o mundo, geralmente encontradas parasitando a mucosa estomacal e intestinos de hospedeiros vertebrados como répteis, aves e mamíferos. Humanos também podem vir a ser parasitados através de infecção acidental. As espécies de Physaloptera são caracterizadas morfologicamente pelo distinto aspecto da região apical e pelos caracteres sexuais, tanto de machos quanto de fêmeas. Ainda que compreendam um grupo de ocorrência comum em Squamata, são negligenciados, fato atribuído a sua confusa taxonomia que em muitos casos, torna difícil a sua identificação. Portanto o principal objetivo deste projeto é revisar a caracterização das espécies de Physaloptera parasitos de répteis Squamata (Lacertília e Serpentes) da Região Neotropical, para padronizar a definição das espécies, corrigir a identificação e propor espécies novas. Para realização deste estudo será analisada, a amostra composta por material já previamente coletado e depositado em Coleções Científicas Helmintológicas no Brasil e no exterior e também proveniente do acervo do Laboratório de Biologia Celular e Helmintologia da Universidade Federal do Pará. O reconhecimento e a correta identificação de parasitos de animais silvestres da Região Neotropical, assim como das demais Regiões Biogeográficas é de fundamental importância, uma vez que, além de adicionar dados para a biologia de parasitos e seus hospedeiros, pode colaborar com o estabelecimento de programas de controle zoonóticos e ainda com estudos mais abrangentes, envolvendo biodiversidade, ecologia e influência antrópica na riqueza de espécies de helmintos.
  • Universidade Federal do Pará - PA - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Jeferson Dieckow

Ciências Agrárias

Agronomia
  • carbono e emissão de óxido nitroso e metano do solo em sistemas integrados de produção agropecuária no subtrópico
  • Sistemas integrados de produção agropecuária, devido suas vantagens produtivas e econômicas, ocupam área expressiva de aproximadamente 10 milhões de hectares no Brasil. Contudo, informações sobre alterações nos estoques de carbono e emissões de gases de efeito estufa do solo causadas por tais sistemas ainda não são conclusivas e por isso estudos na área necessitam ser ampliados. O objetivo geral desta proposta de pesquisa é quantificar o sequestro de carbono e a mitigação de emissões de óxido nitroso e metano do solo sob sistemas integrados de produção agropecuária em ambiente subtropical, incluindo emissões a partir de urina bovina. Três estudos de campo serão conduzidos no Sul do Brasil. O estudo 1 quantificará o acúmulo de carbono no solo (1 m) e o efeito do pastejo-rebrote na adição de carbono ao solo, tanto pela parte aérea como raízes, em integração lavoura-pecuária (Cambissolo, UFSC, Curitibanos-SC). O estudo 2 quantificará o acúmulo de carbono no solo (1 m) e emissões de óxido nitroso e metano do solo (câmara estática, 2 anos) em integração lavoura-pecuária, pecuária-floresta e lavoura-pecuária-floresta (Cambissolo, UFPR, Pinhais-PR). O estudo 3 determinará o fator de emissão de N-N2O de urina bovina (supostamente menor que o default 2% do IPCC) e quantificará os efeitos do inibidor de nitrificação dicianodiamida (DCD) e de espécie forrageira [braquiária humidícola (Brachiaria humidicula) e capim áries (Panicum maximum cv. Aries)] na redução de emissão de óxido nitroso de urina bovina (Cambissolo, UFPR, Pinhais-PR). Além de gerar informação científica nos três estudos, a proposta contribuirá com a formação de mestres e doutores em Ciência do Solo e de engenheiros agrônomos (UFPR), publicação de artigos científicos em periódicos internacionais, consolidação e manutenção da cooperação com instituições parceiras (Embrapa Florestas, UFSC, UFRGS), e com a consolidação do grupo de pesquisa CNPq “Uso Sustentável dos Recursos Solo e Água”. O recurso financeiro para executar a proposta é R$ 119.900,00, sendo R$ 79.900,00 para custeio e R$ 40.000,00 para capital.
  • Universidade Federal do Paraná - PR - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Jeferson Lana

Ciências Sociais Aplicadas

Administração
  • time is money: o efeito temporal das estratégias políticas corporativas
  • Neste plano de ação, proponho que o tempo pode ser entendido como uma variável de desempenho das estratégias políticas corporativas – CPS. O racional por trás dessa proposição é que, ao se envolver com a esfera política via doações às campanhas eleitorais e ex-políticos no conselho de administração, as empresas obtêm, entre outros efeitos, maior velocidade nas respostas de processos que envolvam decisões governamentais. A celeridade é vista como uma consequência ao alinhamento político entre empresa e governo. Quando duas ou mais empresas se unem de forma colaborativa nas estratégias políticas, o efeito é ainda mais rápido e direto, pelo interesse do Governo em manter a competitividade da indústria loca. A partir de uma base de dados que contempla todas as decisões de medidas antidumping solicitadas pelas empresas brasileiras entre 2001 e 2017, duas hipóteses testarão os efeitos das CPS no tempo de decisão de tais medidas. Para os testes, será utilizada a regressão linear multivariada e tratamento das variáveis a partir dos conceitos do design de regressão descontínua - RDD. Espera-se com este projeto contribuir para minha formação de pesquisadores e incremento da produção científica de alto impacto, bem como na formação de recursos humanos no âmbito das linhas de pesquisa e projetos em que participo como pesquisador e membro do corpo docente do programa de mestrado e doutorado em administração de empresas da Univali/SC e FGV/EAESP.
  • Universidade do Vale do Itajaí - SC - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Jefersson Alex dos Santos

Ciências Exatas e da Terra

Ciência da Computação
  • multimaps: aprendizado de representações profundas para mapeamento geográfico em larga escala
  • A criação de mapas temáticos utilizando Imagens de Sensoriamento Remoto (ISRs) como fonte de dados geralmente é modelada como um problema de classificação supervisionada. Muitos desafios computacionais estão associados à natureza das ISRs em que pode-se ressaltar: (1) são imagens georreferenciadas, ou seja cada pixel possui uma coordenada geográfica associada; (2) geralmente codificam muito mais que informação no espectro visível (R,G,B), o que exige o desenvolvimento de abordagens específicas para descrever padrões; (3) os dados podem variar quanto à resolução espacial alterando o nível de detalhe dos padrões e; (4) muitas aplicações tendem a exigir análise de dados espaço-temporais, com várias imagens do local de estudo ao longo do tempo. Assim, é muito frequente ter imagens obtidas a partir de diferentes sensores, o que pode melhorar a qualidade dos mapas temáticos gerados, mas exige a criação de técnicas capazes de codificar e combinar adequadamente as diferentes propriedades das imagens. Nesse contexto, o desenvolvimento de técnicas baseadas em aprendizado profundo têm sido revolucionário, mas há uma limitação: geralmente requerem muitas amostras para treinamento. A anotação de pixels na maioria das aplicações de ISRs depende de usuários especialistas, é custosa e inviável em algumas situações. Assim, a dificuldade de criação de grandes conjuntos de dados anotados para classificação supervisionada limita o uso da maioria das abordagens do estado da arte em reconhecimento de padrões por meio de aprendizado supervisionado. Desse modo, este projeto visa tratar o problema de reconhecimento de padrões para criação de mapas temáticos via aprendizado supervisionado em grandes conjuntos de imagens a partir de pequenos conjuntos de dados anotados. A pesquisa focará esforços em três frentes principais: (1) novos métodos para aprendizado de características com foco em propriedades de imagens de sensoriamento remoto; (2) algoritmos para transferência de conhecimento para explorar bases de imagens existentes como ponto de partida para reconhecimento de padrões e reduzir a necessidade de novas amostras anotadas por usuários especialistas; e (3) novas abordagens para aprendizado e fusão de representações a partir de múltiplas resoluções no espaço, tempo e espectro eletromagnético.
  • Universidade Federal de Minas Gerais - MG - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Jefferson Bettini

Ciências Exatas e da Terra

Física
  • estudo de nucleação e cristalização em materiais vítreos: aspectos cinéticos e termodinâmicos.
  • O processo de nucleação em vidros é tradicionalmente explicado pela equação da energia livre de Gibbs do sistema (termodinâmica), a partir desta equação calcula-se o valor da energia necessária (barreira termodinâmica) para a qual um embrião se torne um núcleo estável. Este valor é usado para o cálculo da taxa de crescimento e nucleação (cinética). Acredita-se que este núcleo estável possui poucos nanômetros de diâmetro e este tamanho é conhecido como tamanho crítico. Todo embrião maior que o tamanho crítico se torna um núcleo e cresce indefinidamente por difusão dos elementos da matriz e todo embrião menor que o tamanho crítico se dissolve na matriz. A microscopia eletrônica de transmissão (TEM) tem apresentado resultados surpreendentes no conhecimento de sistemas nanométricos. Estes resultados são alcançados devido a resolução dos microscópios eletrônicos em comparação com outras técnicas tradicionais. Além disso, as imagens obtidas por microscopia eletrônica são uma medida direta do sistema em análise, facilitando a análise e interpretação dos dados obtidos. Este projeto tem por objetivo estudar o processo de nucleação e crescimento dos núcleos (cristalização), e segregação de fases em materiais vítreos/amorfos por microscopia eletrônica de transmissão. Para o estudo de nucleação em vidros, amostras vítreas/amorfas do vidro 1{Na2O}.2{CaO}.3{SiO2} serão preparadas por feixe de íons focalizados, ou seja, filmes finos (nanométricos) deste vidro serão obtidos, colados em um chip de aquecimento, o chip será colocado no porta-amostra de aquecimento e aquecidas in-situ no microscópio Durante o aquecimento, informações qualitativas e quantitativas sobre variações estruturais e composicionais, com foco no processo de nucleação e cristalização serão obtidas através de difração de elétrons, imagens de alta resolução e espectroscopias, para aprimoramento de seus respectivos modelos termodinâmico-cinéticos. A compreensão destes processos físico-químicos é fundamental para o desenvolvimento de novos materiais e aprimorar processos utilizados pela indústria vidreira. Além disso, todo o conhecimento obtido durante a execução deste projeto poderá ser plicado para outros sistemas que possuem nucleação e/ou transformações de fazes, tais como, metais amorfos e sistemas metálicos e disponibilizado para usuários do Brasil no Laboratório de Microscopia Eletrônica do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (instituição sede do projeto.
  • Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Jefferson Cardia Simões

Outra

Ciências Ambientais
  • instituto nacional de ciência e tecnologia da criosfera
  • Este projeto propõe a continuidade do primeiro programa nacional de pesquisa da criosfera (a massa de neve e gelo da Terra). O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Criosfera (INCT da Criosfera) integra oito laboratórios associados dedicados ao estudos da variabilidade de diferentes componentes da massa de gelo planetária (gelo marinho antártico, geleiras e o manto de gelo antártico, geleiras andinas, permafrost e estudos microbiológicos) e sua resposta às mudanças climáticas. O INCT mantém sua sede no Centro Polar e Climático (CPC) do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), sob a coordenação-geral do glaciólogo Jefferson C. Simões. A novidade nesta segunda fase é a incorporação de um grupo de microbiologia polar, decorrência do rápido avanço nos estudos que procuram extremófilos na neve e gelo polar e também em lagos subglaciais. Este novo grupo (µPolar: Microbiologia de Ecossistemas Polares do Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Minas Gerais) junta-se a outros sete laboratórios associados assim definidos: Grupo de Pesquisa sobre o Oceano Austral e o Gelo Marinho, Instituto de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande (FURG); o Centro de Estudos de Interações Oceano-Atmosfera e Conexões Climáticas entre a Antártica e a América do Sul do Centro Regional Sul de Pesquisas Espaciais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Santa Maria, RS; o Laboratório de Oceanografia, Clima e Criosfera do Instituto de Oceanografia da Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP; o Grupo Química Atmosférica Polar, do Laboratório de Radioecologia e Mudanças Globais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro, RJ; o Laboratório de Geofísica de Geleiras do Laboratório de Métodos de Modelagem e Geofísica Computacional da COPPE/UFRJ, Rio de Janeiro, RJ; o Centro TERRANTAR: Permafrost-Criossolos-Ecossistemas Terrestres e mudanças climáticas na Antártica, da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Viçosa, MG. O INCT envolverá 303 pesquisadores, colaboradores e alunos, dos quais 152 são doutores, de 29 instituições nacionais de pesquisa e 27 internacionais. O programa de investigações científicas segue eixos temáticos, sempre explorando as interações atmosfera-criosfera-oceano no presente e no passado recente (até o Último Máximo Glacial) principalmente sobre conexões com o ambiente sul-americano (variação sazonal entre 1,9 e 19 milhões de quilômetros quadrados). É prioritário para o INCT o monitoramento das variações do balanço de massa do gelo planetário e as consequências para o nível médio dos mares, para isso foi criado, em ação conjunta da UFRGS e FURG, o Laboratório de Monitoramento da Criosfera – LaCrio). O programa inclui ainda a complementação do laboratório nacional dedicado à análise e interpretação de testemunhos de sondagem de gelo. É destaque do programa de investigação do INCT a manutenção da plataforma de investigação latino-americana mais ao Sul do Planeta, o laboratório/módulo Criosfera 1 (84°S) dedicado à pesquisa atmosférica e glaciológica. Trata-se de ação inédita do país e que em breve será ampliada com a implantação do módulo Criosfera 2 em 80°S. O programa de formação formal (pós-graduações) mantém foco nas interrelações entre as regiões polares e o ambiente brasileiro. No caso da ciência glaciológica, a meta é formar 20 doutores em 6 anos. O programa de educação em ciência do INCT inclui o desenvolvimento de módulos de e-Learning de acesso livre, cursos de curta duração sobre as regiões polares para professores do Ensino Médio e o desenvolvimento de sites de divulgação pela Internet. A proposta atende prioridades da Estratégia Nacional de Ciência e Tecnologia e Inovação para as áreas de Oceano e Zonas Costeiras, e Mudanças do Clima do plano de metas do Ministério da Ciência e Tecnologia, as considerações da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação: Áreas Estratégicas e o recente (2013) Plano de Ação do MCTI - Ciência Antártica para o Brasil 2013-2022. Especificamente para este último, contribui para atingir os objetivos e metas de dois programas temáticos: (1) O papel da criosfera no sistema terrestre e as interações com a América do Sul e (2) Mudanças climáticas e o Oceano Austral. A agenda científica da proposta também contribui para outras ações para a questão do clima e antártica, como a Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas (Rede CLIMA), contribuindo e estando associado a ações de outros INCTs (Mudanças do Clima e o Antártico de Pesquisas Ambientais).
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS - Brasil
  • 25/11/2016-30/11/2022
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Jefferson Cardia Simões

Ciências Exatas e da Terra

Geociências
  • variabilidade química e climática nos registros dos testemunho de gelo da geleira da ilha pine – manto de gelo da antártica ocidental
  • Este projeto propõe a reconstrução e interpretação da história climática e da química atmosférica do setor do mar de Amundsen/Bellingshausen ao longo dos últimos 300 anos a partir de registros paleloclimáticos indiretos obtidos em testemunhos de gelo da geleira da Ilha Pine (manto de gelo da Antártica Ocidental). O projeto expande para o lado do mar de Amundsen as investigações iniciadas há 5 anos nas bacias de drenagem glacial do manto de gelo da Antártica Ocidental que fluem para o mar de Weddell. Portanto, a comparação de dados paleoclimáticos (de testemunhos de gelo) das duas regiões proverá detalhamento da advecção de sul para norte de massas de ar frio da região antártica até o Brasil e tem entre suas metas a obtenção de m testemunho de 150 m na bacia de geleira Pine no verão de 2019/2020, além de vários levantamentos geofísicos. Posteriormente, as amostras do testemunho de gelo e de trincheiras superfícies de neve serão derretidas e analisadas por cromatografia iônica, ICP-SFMS e CRDS para gerarem diversas séries temporais ambientais e que serão então calibradas ao registro instrumental pela correlação com dados de re-análise do European Center for Medium Range Weather Forecasts (ECMWF) provendo indiretamente (by proxy) dados paleoclimáticos. Modelagem numérica do fluxo da geleira da Ilha Pine (77°05’S, 91°56’W) para datação do testemunho de gelo é prevista para calcular o campo tridimensional de velocidades da geleira Pine, possibilitando a datação adequada de cada camada. Como resultado desse trabalho acreditamos ser possível traçar as rotas preferências de transporte entre o Hemisfério Sul (com foco principal na América do Sul) e a região da geleira da Ilha Pine. O projeto é coordenado pelo atual vice-presidente do Scientific Committee on Antarctic Research (SCAR), Prof. Jefferson C. Simões, e conta com a participação do eminente Prof. Paul Andrew Mayewski, diretor do Climate Change Institute (CCI), University of Maine, Orono, recipiente do Cristal Seligman (equivalente ao Premio Nobel na área da Glaciologia). O projeto, realizado com forte cooperação internacional, principalmente com o CCI/UMaine, EUA, atende ações propostas pelo Action Group on Tropical Antarctic Teleconnections (TATE) do SCAR e também pelo IPICS - International Partnerships in Ice Core Sciences do PAGES. É relevante notar que grande parte dos recursos solicitados por este serão alocados ao pagamento de despesas de logística científica no interior da Antártica, incluído aluguel de aeronave, e que não são cobertas pelo PROANTAR por estarem foram da área de atuação geográfica da Marinha do Brasil.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS - Brasil
  • 25/12/2018-31/12/2022
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Jefferson Lins da Silva

Engenharias

Engenharia Civil
  • avaliação experimental da interface solo/geossintético com enfoque em modelos físicos de muros e estradas
  • Este projeto, com duração prevista de 36 meses, tem como objetivo contribuir para a melhor compreensão da interação solo/reforço no contexto de muros e estradas não pavimentadas reforçados com geossintéticos. A abordagem será experimental e consistirá na realização de ensaios de interface (arrancamento e cisalhamento direto) e também na realização de modelos físicos de grande dimensão de muros e estradas não pavimentadas. Bolsistas de mestrado (3), doutorado (2) e pós-doutorado (1) em curso na Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo integrarão a equipe de colaboradores, assim como professores/pesquisadores de três universidades brasileiras (USP, ITA e UFRN) e uma portuguesa (FEUP). Espera-se trazer benefícios ao meio acadêmico, constituindo referências para futuras aplicações. Adicionalmente, será possível contribuir na análise de projetos de muros e estradas não pavimentadas reforçadas com geossintéticos considerando para isto, além dos parâmetros de interface solo-geossintético, o desempenho do sistema solo/inclusão por meio da realização de modelos físico de muros e estradas.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/02/2019-05/11/2021
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Jefferson Mainardes

Ciências Humanas

Educação
  • a formação de pesquisadores para o campo da política educacional
  • O projeto de pesquisa tem por objetivo analisar aspectos da formação de pesquisadores para o campo da Política Educacional. O referencial teórico baseia-se em ideias de Pierre Bourdieu (habitus científico e ofício de pesquisador) e Basil Bernstein (nova economia da investigação, modelo pedagógico de desempenho e de competência, papel da teoria). A pesquisa envolve: a) pesquisa bibliográfica: análise da situação da pesquisa sobre a formação do pesquisador em Educação e para o campo da Política Educacional, em diferentes contextos, por meio da revisão de literatura (textos em Português, Inglês, Espanhol, etc.); b) pesquisa de campo: aplicação de questionários para egressos de Doutorado, de Programas de Pós-Graduação em Educação brasileiros, que defenderam Tese de Doutorado no período de 2016 a 2018; c) entrevistas com egressos e com orientadores. Espera-se contribuir com a discussão sobre a formação de pesquisadores (em geral) e formação de pesquisadores para o campo da Política Educacional, temas que têm sido pouco pesquisados.
  • Universidade Estadual de Ponta Grossa - PR - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Jefferson Pereira Ribeiro

Engenharias

Engenharia de Transportes
  • avaliação da concentração de poluentes atmosféricos no meio urbano e sua relação com o sistema de transportes
  • Transporte é atividade necessária para a sociedade, seja para garantir o deslocamento e acesso a bens, ou permitir seus próprios deslocamentos com vistas a atender as necessidades diárias. No entanto, existem impactos, decorrentes do transporte, considerados negativos, em particular os que envolvem a relação entre transporte e meio ambiente. Costumeiramente, os impactos do transporte ao meio ambiente são estudados a partir dois enfoques: geral e específico. No primeiro grupo, o tema é abordado sob a ótica do desenvolvimento urbano, com a intenção de avaliar questões como uso e ocupação do solo, distribuição física de atividades e características socioeconômicas de áreas estudadas. Já no segundo, a abordagem tem dimensão menor em termos de aspectos avaliados que costumam ter relação com a iteração veículo via. Conhecer estes efeitos torna-se relevante para os processos de planejamento da mobilidade. Acredita-se que o processo de análise e planejamento de um sistema de transportes deve incorporar questões ambientais com mais propriedade. Desta forma, planejar adequadamente o sistema de transporte, necessariamente, passa por aceitar que todos os elementos constituintes do sistema têm igual importância. Então, sugere-se assumir que o desenvolvimento urbano busca a melhoria da qualidade de vida e o aumento da justiça social, e tais fatores recebem contribuição direta de todos os elementos que compõem o sistema de transportes, inclusive o transporte/circulação e a distribuição de mercadorias. Assim, considerando tais argumentos, a presente proposta de projeto de pesquisa se justifica, tendo em vista o crescimento do volume de veículos se movimentando dentro dos limites dos grandes centros urbanos, o aumento das distâncias percorridas, pela alta frequência de entregas de mercadorias e pela necessidade de compreender quais os notáveis impactos gerados por essa movimentação nas áreas urbanas, resultando em uma metodologia de planejamento voltada às especificidades do transporte urbano (público, individual e de carga) e que se adequa à realidade do transporte em municípios brasileiros, no âmbito do Transporte, Energia e Meio Ambiente, fazendo com que tais elementos sejam melhores incorporados aos planos de transporte e planos de mobilidade (i.e. estudo do efeito da implantação de BRTs, impactos de veículos elétricos incorporado na frota local, entre outros).
  • Universidade Federal do Ceará - CE - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Jefferson Prado

Ciências Biológicas

Botânica
  • delimitação, biogeografia e origem de espécies de vitarioides no brasil, no contexto de uma filogenia global do grupo (pteridaceae)
  • Em uma recente filogenia global das samambaias vitarioides vários avanços foram alcançados. Em especial, destaca-se que foram resolvidos os problemas de delimitações taxonômicas em nível de gênero. De acordo com a atual classificação, 11 gêneros são aceitos em vitarioides e estes podem ser reconhecidos por sinapomorfias morfológicas de fácil observação. Por outro lado, no nível de espécie, ficou evidente que mais estudos são necessários para que uma melhor delimitação taxonômica seja alcançada. Isto posto, o presente projeto visa resolver parte dessas delimitações para os grupos neotropicais das vitarioides, especialmente nos complexos de espécies de Vittaria graminifolia e V. lineata, que ocorrem no Brasil. Com base em novas amostragens, novas análises moleculares serão conduzidas, utilizando-se quatro marcadores plastidiais rbcL, atpA, chlN e rpoA, com o objetivo de se obter uma nova filogenia global das vitarioides. Também com base nos dados moleculares serão realizadas análises biogeográficas e de origem, inéditas para o grupo.
  • Instituto de Botânica - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Jefferson Soares de Oliveira

Ciências Biológicas

Botânica
  • proteínas extraídas do látex de plumeria pudica: aspectos bioquímicos, funcionais e aplicados.
  • Este projeto de pesquisa é concebido dentro de um contexto de continuidade de estudos sobre aspectos bioquímicos e aplicados e funcionais de proteínas de fluidos laticíferos de plantas do Nordeste Brasileiro e cujos resultados são inequívocos. Ele se refere à avaliação do látex, um fluido de aspecto leitoso liberado por algumas espécies de plantas quando estas sofrem algum tipo de injúria mecânica. Alguns trabalhos descrevem este fluido como fonte de moléculas envolvidas em importantes eventos fisiológicos do vegetal bem como de moléculas com potencial aplicado em agricultura e saúde. Considerando os diversos potenciais aplicados claramente identificados em uma fração rica em proteínas extraídas do látex da planta Plumeria pudica é que este projeto argumenta a pertinência avançar na identificação das proteínas envolvidas nas atividades biológicas já estudadas, bem como prospectar novas. Assim, na presente proposta as proteínas do látex de P. pudica (PLPp) serão submetidas a diferentes procedimentos cromatográficos para obtenção de amostras mais purificadas e proteínas puras, que serão alvo de caracterização bioquímica através de eletroforese, exploradas em estudos de investigação e caracterização de atividade proteolítica, inibidor de proteinases e atividade quitinolítica, e avaliadas em modelos biológicos de atividade anti-inflamatória, protetora da colite induzida por ácido acético e de atividade antifúngica contra fungos fitopatogênicos. O fracionamento e a purificação de proteínas serão direcionados pela detecção das atividades biológicas investigadas. As proteínas que forem purificadas ao longo do trabalho serão submetidas à identificação através de sequenciamento N‐terminal e/ou espectrometria de massas. As investigações sobre as atividades biológicas de proteínas laticíferas associadas às etapas de purificação e identificação nos demonstrarão o potencial destas proteínas como insumos passíveis de futura exploração como alvos para expressão heteróloga. Ao mesmo tempo os dados de identificação de proteínas e de ação antifúngica servirão de base para o melhor entendimento do papel fisiológico de fluidos laticíferos nos vegetais.
  • Universidade Federal do Piauí - PI - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022