Projetos de Pesquisa

 

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Virgínia Kelly Gonçalves Abreu

Ciências Agrárias

Ciência e Tecnologia de Alimentos
  • fruto-oligossacarídeos como substituto de gordura em hambúrguer
  • O projeto se propõe a avaliar as características físico-químicas, a qualidade de cozimento e a aceitação sensorial, bem como, a estabilidade oxidativa e microbiológica de hambúrgueres contendo fruto-oligossacarídeos (FOS) como substituto de gordura. Para avaliação das características físico-química, serão determinadas a composição centesimal, a atividade de água, o pH e a cor instrumental. A qualidade de cozimento será avaliada pela determinação do rendimento da cocção, perdas na cocção e redução de diâmetro. Para a estabilidade oxidativa serão determinadas as substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS). Quanto à estabilidade microbiológica, está será acompanhada usando como indicadores os microorganismo estabelecidos na legislação. A aceitação sensorial será avaliada por meio da aceitação do consumidor em relação aos atributos cor, aparência, aroma, sabor, textura e impressão global. Além disso, será possível identificar o nível adequado de adição de FOS para que não ocorra comprometimento da qualidade do produto final.
  • Universidade Federal do Maranhão - MA - Brasil
  • 01/06/2017-31/05/2020
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Virginia Maria Barros de Lorena

Ciências Biológicas

Imunologia
  • avaliação dos adipócitos como reservatório para o trypanosoma cruzi e sua relação com a resistência a drogas tripanocidas.
  • A Doença de Chagas, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, ainda persiste como um dos agravos que afetam milhões de pessoas pelo mundo, e não apenas em áreas endêmicas. Acredita-se que a associação do background genético, resposta imune do hospedeiro e fatores ligados ao parasita são importantes na evolução clínica do paciente (DUTRA; GOLLOB, 2008). É bem demonstrado que pacientes com a forma indeterminada apresentam um microambiente regulatório, com a alta produção de IL-10 (COSTA et al., 2009; MAGALHÃES et al., 2015; VILLANI et al., 2010). Em contrapartida, os portadores de cardiopatia chagásica apresentam uma resposta inflamatória, com alta produção de TNF e IFN-ɣ, que ativa os macrófagos a matarem o parasita intracelular, mas que está correlacionada com a piora da função cardíaca (SOUZA et al., 2004; TALVANI et al., 2004; LORENA et al., 2010). O T. cruzi possui mecanismos de persistência e de evasão da resposta imune (CARDOSO; REIS-CUNHA; BARTHOLOMEU, 2016; NAGAJYOTHI et al. 2012). Dentre elas, a acidificação lisossomal gerada na formação do vacúolo parasitóforo que permite que o parasita escape do fagossomo para o citoplasma em células fagocíticas, como macrófagos, da resposta imune inata (PIACENZA et al. 2008); a liberação de moléculas como o tromboxano A2, derivado do parasita, na corrente sanguínea pode auxiliar na sobrevivência de camundongos na fase aguda da doença e também na transição para a fase crônica (ASHTON et al. 2007); e ainda a utilização do tecido adiposo (TAD) e adipócitos como reservatório da infecção (COMBS et al. 2005). O TAD é um órgão endócrino que é responsável não apenas pela reserva de triglicerídeos do organismo, mas também exerce influência nos mecanismos homeostáticos e imunológicos do hospedeiro (DESRUISSEAUX et al. 2007). Ele é subdivido em TAD branco, que é responsável pelo sítio primário de estoque de energia através dos triglicerídeos; e em TAD marrom que está envolvido nos processos de termogênese (LAHARRAGUE; CASTEILLA, 2010). O TAD é composto também por fibroblastos, células endoteliais e células do músculo liso e esquelético, que nos momentos de inflamação são infiltrados por macrófagos e leucócitos (NAGAJYOTHI et al., 2008). As moléculas secretadas pelo TAD branco são conhecidas como adipocinas e exercem o papel de regular funções metabólicas, como o metabolismo da glicose e lipídeos, processos mediados por insulina, coagulação e inflamação, podendo ainda exercer funções inflamatórias ou anti-inflamatórias (LYNCH et al., 2017). O desequilíbrio de adipocinas como leptina resistina e adiponectina está intrinsecamente relacionado com desordens metabólicas, como obesidade e resistência a insulina, e ainda de doenças inflamatórias crônicas, como psoríase e artrite reumatóide (HAMMINGA et al., 2006; KERN et al., 2001). Alguns organismos tem demonstrado persistência no TAD durante a infecção como vírus, bactérias e parasitas. Acredita-se que o TAD funciona como reservatório da infecção pelo T. cruzi, albergando as formas amastigotas no citoplasma dos adipócitos (TANOWITZ et al., 2017). A infecção experimental do T. cruzi em adipócitos murinos foi verificada pela primeira ver por Shoemaker et al. (1970) no TAD marrom. Anos mais tarde, Combs et al (2005) demonstraram que camundongos infectados pelo T. cruzi apresentaram diminuição nos níveis de adiponectina, insulina e glicose (COMBS et al., 2005). Níveis de citocinas pró-inflamatórias como IL-1β, IFN-γ e TNF e das quimiocinas CCL2/ MCP-1, CCL5/ RANTES e CXCL10/ MIG produzidas por adipócitos são moduladas in vitro pelo T. cruzi (Nagajyothi et al., 2008) ou após infecção in vivo (Nagajyothi et al., 2012). Todos esses achados foram através da utilização de infecção em modelo murino ou em in vitro com linhagens de mesma origem. No entanto, Ferreira et al. (2011) demonstraram kDNA do parasita em TAD coletado de cirurgias para implantação de marcapasso, corroborando com a discussão de que os adipócitos são reservatórios da infecção na forma crônica também em humanos. Ao pensar no TAD como reservatório de infecção crônica alguns questionamentos devem ser levantados, à exemplo da falha terapêutica do tratamento etiológico utilizando o Benzonidazol (Bz). O Bz é o fármaco preconizado para o tratamento da doença de Chagas no Brasil, no entanto na fase crônica da doença seu uso é limitado devido aos baixos índices de cura parasitológica (MARIN-NETO et al., 2009). Além disso, pouco se sabe acerca dos mecanismos farmacocinéticos e dinâmicos da droga em questão, apesar de ser usada como tratamento há mais de 40 anos. Por outro lado, tratamento com Bz reduziu significativamente a detecção de parasitas circulantes (MORILLO et al., 2015; PECOUL et al., 2016). Nosso grupo de pesquisa vem estudando o impacto que o Bz induz nas células da resposta imune. Nascimento (2015), Neves (2015) e Soares (2017) avaliaram o efeito do Bz nas células mononucleares do sangue periférico de portadores crônicos da DC, quanto à produção de citocinas, quimiocinas e expressão de receptores após infecção de monócitos in vitro com a cepa Y de T. cruzi, que têm sensibilidade ao medicamento. Dessa forma, foi identificado que a resposta inflamatória não foi exacerbada com o uso do fármaco, o que reforça a utilização do Bz na fase crônica da doença (artigos submetidos). Assim, partindo-se do princípio de que para obter a cura do paciente é necessário ocorrer o sinergismo entre a resposta imunológica do indivíduo e ação do fármaco (SATLHER-AVELAR et al., 2012), é importante entender os mecanismos imunes exercidos pelo TAD humano infectado com T. cruzi, frente ao tratamento com Bz. Portanto, nossos resultados podem fornecer um maior entendimento sobre os mecanismos imunológicos oriundos do TAD infectado (mimetizando um reservatório de infecção), auxiliando na elaboração de fármacos que atuem nas formas evolutivas amastigotas presentes nesse tecido.
  • Fundação Oswaldo Cruz - PE - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Virgínia Martins Carvalho

Ciências da Saúde

Farmácia
  • extratos medicinais de cannabis: produção de insumo farmacêutico ativo e controle de qualidade
  • O tratamento de diversas enfermidades com a planta Cannabis e seus derivados vem crescendo no mundo. Enfermidades como dor crônica, câncer, epilepsia e diversas doenças neurodegenerativas vêm sendo controladas pelo uso off label de extratos de Cannabis que estão sendo regulamentados em diversos países. Por outro lado, a falta de estabilização da matéria prima impacta na carência de extratos padronizados para estudos pré-clínicos e clínicos e, conseqüentemente no atendimento às necessidades de saúde. No Brasil o mercado medicinal é suprido pela importação de suplementos alimentares originados principalmente dos Estados Unidos a preços proibitivos e produtos artesanais no mercado paralelo sem qualquer garantia de eficácia e segurança. Para monitorar e minimizar os riscos do tratamento e, ainda traçar o perfil de uso no Brasil foi criado o projeto de extensão universitária Farmacannabis-UFRJ. Um laboratório especializado em estudos analíticos de fitocanabinóides foi estruturado com apoio de financiamento coletivo (crowdfunding), do Parque tecnológico da UFRJ e do Instituto Serrapilheira que financia a pesquisa “Padronização e controle de qualidade de matéria-prima para desenvolvimento de produtos medicinais de Cannabis”. O controle de qualidade de produtos vem sendo desenvolvido e métodos de identificação e quantificação de canabinóides, metais pesados e carga microbiana foram validados em parceria com o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde. Pacientes com salvo conduto judicial estão cultivando Cannabis e recebendo apoio da proponente e sua equipe para produzir extratos medicinais. Nesse contexto, o presente projeto objetiva pesquisar as variedades de Cannabis, desenvolver um método de produção do insumo farmacêutico ativo vegetal (IFAV) por extração por fluido supercrítico e formular extratos padronizados com finalidade de estudos em modelo animal.
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Virginia Michelle Svedese

Ciências Biológicas

Microbiologia
  • associação de fungos entomopatogênicos a extratos de plantas nativas da caatinga visando o controle do ácaro branco da videira (polyphagotarsonemus latus banks)
  • O Brasil é um grande produtor de frutas no cenário mundial. A boa posição dá-se devido às condições climáticas e ambientais, favoráveis ao desenvolvimento. O Vale do São Francisco no Nordeste brasileiro concentra grande parte da produção da fruticultura do país. Entretanto, alguns problemas têm sido enfrentados, como a presença de pragas, ocasionando danos significativos à produtividade de frutas nessa região. O ácaro branco, Polyphagotarsonemus latus, pode ocorrer em todas as épocas do ano, chegando a produzir de 95 a 99 gerações em videira, quando as temperaturas mensais médias são favoráveis ao seu desenvolvimento. Na forma convencional, o ácaro branco tem sido controlado quase que exclusivamente por acaricidas e a evolução da sua resistência a defensivos agrícolas é um dos grandes problemas no seu controle. Uma alternativa viável ao controle químico de pragas é o controle biológico utilizando fungos entomopatogênicos, pois os mesmos podem infectar diferentes estágios de desenvolvimento do hospedeiro, tais como ovo, larva, pupa e adulto, sendo esta característica desejável e peculiar desse grupo de organismo. Plantas com potencial inseticida também estão sendo estudadas, visando a resolução de problemas como o desenvolvimento de resistência e a poluição ambiental, causada pelo uso indiscriminado de agroquímicos. Apesar do potencial botânico encontrado na caaatinga, poucos trabalhos sobre o controle de pragas foram feitos utilizando extratos de plantas deste bioma exclusivamente brasileiro, porém resultados promissores foram demonstrados por alguns autores, confirmando a necessidade de mais estudos neste sentido. O sucesso do manejo integrado de praga (MIP) está diretamente relacionado a compatibilidade entre fungo e extrato vegetal. Deste modo são fundamentais estudos que avaliem a compatibilidade entre esses organismos. As plantas da caatinga que serão utilizadas no presente estudo ainda não possui efeito relatado sobre M. anisopliae e B. bassiana. O nosso projeto visa dar o passo inicial para conscientização da utilização dos fungos entomopatogênicos e extratos de plantas da caaatinga no controle biológico do ácaro branco, Polyphagotarsonemus latus. As plantas utilizadas serão catingueira, aroeira preta, juazeiro, marmeleiro, jurema preta e amburana. Inicialmente serão avaliados os efeitos dos extratos botânicos sobre os parâmetros biológicos (germinação, esporulação e crescimento radial) dos fungos Metarhizium anisopliae e Beauveria bassiana. As linhagens fúngicas que se mostrarem compatíveis com os extratos serão utilizadas em bioensaios de patogenicidade contra o ácaro branco. Desse modo, espera-se com esses resultados indicar linhagens fúngicas promissoras para utilização em programas de manejo integrado de pragas (MIP), minimizando os danos à fruticultura e ao meio ambiente.
  • Universidade Federal do Vale do São Francisco - PE - Brasil
  • 01/06/2017-31/05/2020
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Virgínia Oliveira Fernandes

Ciências da Saúde

Medicina
  • chikungunya e diabetes
  • O vírus Chikungunya (CHIKV) é um Alphavirus, pertencente à família Togaravidae. Foi descrito pela primeira vez em 1952, no sul da Tanzânia. Cerca de 2,9 milhões de casos suspeitos de Chikungunya (CHIK) foram registrados na América Central, do Norte e na América do Sul, com 296 óbitos atribuídos a doença em 2016. No Brasil, apenas entre os anos de 2016 e 2017 foram confirmados mais de 300 mil casos e quase 300 óbitos. Após a introdução do CHIKV em uma região infestada por mosquitos estima-se que até 70% da população possa ser infectada. A maioria desses casos é sintomático e alguns evoluem para óbito. A gravidade da doença e prevalência de cronicidade pode estar relacionada com a presença de comorbidades e há fatores de risco não totalmente elucidados. Nesse cenário se destaca a maior gravidade da doença relacionado a preexistência de doenças de base como o diabetes mellitus (DM). O DM é um grave problema de saúde com mais de 300 milhões de casos diagnosticados no mundo. Como a maior parte dos óbitos por CHIK ocorre na população com mais de 70 anos e nessa população a prevalência de doenças metabólicas como o diabetes é elevada e a CHIK pode alterar o metabolismo nos pacientes diabéticos, descompensando os índices glicêmicos, é necessário compreender melhor o impacto da associação CHIK e diabetes mellitus ou outros distúrbios endócrinos e metabólicos. Assim, o objetivo deste estudo será avaliar em pacientes diabéticos e/ou portadores de síndrome metabólica (pelos critérios da Federação Internacional de Diabetes, 2009), o impacto do acometimento pela CHIK, em sua fase aguda e crônica e repercussões sobre morbimortalidade.
  • Universidade Federal do Ceará - CE - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022