Projetos de Pesquisa

 

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Victor Satoru Saito

Ciências Biológicas

Ecologia
  • impactos ecológicos de contaminantes agrícolas em sistemas aquáticos: uma abordagem de mesocosmos
  • Os recursos hídricos e a biodiversidade de sistemas aquáticos estão sob forte ameaça com a expansão agrícola dos últimos anos. Dentro desta expansão é possível destacar a intensificação da cultura de cana-de-açúcar no Estado de São Paulo, onde diferentes contaminantes deverão ter cada vez mais contato com os ecossistemas aquáticos. Apesar de conhecermos relativamente bem os impactos toxicológicos na sobrevivência de organismos modelo, ainda carecemos de informações para níveis ecológicos de comunidades e ecossistemas. Para diminuir esta lacuna propomos uma série de experimentos de mesocosmos, onde iremos simular a contaminação por compostos ricos em nutrientes e com potencial eutrofizante (e.g. vinhaça), bem como por pesticidas com potencial de causar alta mortalidade de consumidores primários (e.g. fipronil). Nosso intuito é replicar em sistemas controlados a contaminação pelos dois grupos principais de contaminantes e testar predições específicas de como cada um altera as comunidades planctônicas e o metabolismo dos sistemas. Esperamos que cada contaminante tenha uma assinatura própria quando comparamos a composição zooplanctônica antes e após o impacto pelos contaminantes, que será caracterizada segundo os componentes da diversidade beta temporal. Nossa predição é que a contaminação por compostos ricos em nutrientes irá gerar diversidade beta temporal composta pela troca de espécies de zooplâncton sensíveis por espécies resistentes ao ambiente eutrofizado. Já a contaminação por pesticidas, deve gerar uma comunidade que é um subconjunto da comunidade íntegra, onde todas as espécies serão afetadas negativamente e consequentemente as espécies menos abundantes terão maiores chances de extinções locais. Nós iremos testar ainda predições de como essa resposta diferenciada para diferentes contaminantes afeta o metabolismo dos sistemas de forma singular. Com a contaminação por nutrientes esperamos que a produtividade aumente em conjunto com a respiração ecossistêmica. Já com o pesticida, esperamos que a produtividade bruta em si não seja afetada, mas a respiração zooplanctônica seja reduzida, refletindo a menor atividade da comunidade de consumidores que sofreu alta mortalidade. Nosso projeto possui o potencial de desvendar como diferentes contaminantes agrícolas causam mudanças em comunidades que acabam refletindo em processos ecossistêmicos, auxiliando no diagnóstico e manejo de sistemas aquáticos continentais.
  • Universidade Federal de São Carlos - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Victor Silva Corrêa

Ciências Sociais Aplicadas

Administração
  • capital social e empreendedorismo em estágio inicial: a importância do capital social offline e online à criação e ao desenvolvimento de empreendimentos com até 42 meses de existência
  • O Brasil pode ser considerado um país empreendedor. De cada 100 brasileiros em idade produtiva, 36 deles desenvolvem alguma atividade autônoma (GEM, 2018). Se se considerar a população do país, cerca de 50 milhões de brasileiros possuem algum empreendimento. Destes, 26 milhões, mais de 50% do total, são empreendedores em “Estágio Inicial”, isto é, administram novo negócio por até 42 meses. No entanto, na esteira destes dados positivos reside, ao mesmo tempo, a manifestação de cenário ainda hoje desolador. Grande parte dos empreendedores no Brasil fecha as portas nos primeiros anos de existência. Com efeito, segundo dados do IBGE (2018), cerca de 60% dos empreendimentos encerram as atividades até o 5º ano de funcionamento. Este projeto de pesquisa insere-se justamente na essência deste contexto. Procura investigar como ocorre o desenvolvimento de empreendimentos em estágio inicial, ampliando a compreensão de fatores relacionais, ainda hoje pouco explorados pela literatura da área, que impactam sua sobrevivência. Buscar-se-á isto através da apropriação de duas abordagens teóricas de natureza estrutural-relacional, integrando-as. A primeira oriunda da literatura clássica sobre Capital Social no contexto offline. A segunda, por sua vez, advém do Capital Social online – isto é, dos recursos imersos nas redes sustentados pelos empreendedores nas mídias sociais –, altamente emergente e ainda hoje inexplorado por pesquisadores da Administração no Brasil. A estratégia de pesquisa será qualitativa de natureza descritiva, com emprego do método de estudo de casos múltiplos. As Unidades de Observação serão compostas por empreendedores do setor de serviços, que representa 70% do PIB Nacional e é responsável por 64% dos empreendedores em estágio inicial no Brasil, cerca de 19 milhões de pessoas. À coleta de evidências será empregada três técnicas de coleta de dados, sendo duas qualitativas (entrevista semiestruturada em profundidade e documentação) e uma quantitativa (entrevista estruturada), triangulando-as. Espera-se que resultados de pesquisa permitam contribuições teóricas e empíricas. No âmbito teórico, ao projetar luzes para novas reflexões derivadas da associação, aqui enfatizada, entre capital social offline e online. No contexto empírico, ao permitir subsídios capazes de fomentar e aprimorar o desenvolvimento de programas de formação e iniciação empresarial, em particular aqueles desenvolvidos por entidades de apoio e de capacitação empresariais. Salienta-se que este projeto possui a colaboração e parceria de pesquisadores das seguintes Instituições de ensino e pesquisa: Universidade Paulista – UNIP, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC-MG, Universidade Federal de Goiás – UFG, Universidade do Estado de Santa Catarina – Udesc e Universidade Federal de São João del-Rei – UFSJ.
  • Universidade Paulista - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022