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Sérgio Michielon de Souza

Ciências Exatas e da Terra

Física
  • difração de raio-x, magnetolipossoma, carreadores de fármacos, fármacos antitumorais
  • Atualmente, os tratamentos oncológicos a partir de tecnologias não convencionais, o que inclui a nanotecnologia, vêm destacando-se como foco para o desenvolvimento de sistemas farmacológicos. Isto deve-se ao fato dos tratamentos convencionais (quimioterapia, radioterapia, por exemplo) serem excessivamente agressivos e invasivos, visto que não são específicos para células tumorais, atingindo assim células saudáveis. Dentre os sistemas nanotecnológicos, cita-se os sistemas de liberação controlada de fármacos, que podem aumentar a especificidade do tratamento e reduzir sua toxicidade, e uma destas alternativas é o uso dos magnetolipossomos. O uso de nanopartículas magnéticas é vantajoso e promissor devido às suas propriedades de elevada área superficial, à capacidade de passar através da membrana celular e, através da aplicação de um campo magnético externo, de serem vetorizadas diretamente ao tecido tumoral. No tecido-alvo, têm a capacidade de atuarem como agentes indutores de hipertermia e de reduzirem a angiogênese (Ding et al., 2012; Hardiansyah et al., 2014; Hayashi et al., 2010; Pankhurst et al., 2003). Os magnetolipossomos, por apresentarem propriedades magnéticas têm sido aplicados em imunoensaios, marcação celular, bem como no diagnóstico através de imagens por ressonância magnética e tratamento de células cancerígenas (Akbarzadeh et al., 2012; Laurent et al., 2008; Laurent et al., 2010; Santhosh et al., 2014; Weinstein et al., 2010). Entretanto, diferentes design e formulações de magnetolipossomos continuam sendo propostos e estudados, visto que estes sistemas são suscetíveis a peroxidação lipídica e hidrólise por espécies reativas e sua composição, tamanho e organização estrutural estão diretamente relacionados com sua dinâmica e cinética no organismo (Fagali and Catala, 2009; Gutteridge, 1995; Kiwada et al., 1986). Os magnetolipossomos podem carrear fármacos antitumorais especificamente para o tecido-alvo, visto que são conduzidos via campo magnético externo. Neste contexto, a difração de raio-X permite detectar o tamanho de cristalito das nanopartículas, bem como o efeito dos diferentes grupos funcionais dos lipídios (como fosfato, carbonila, etc) na sua cristalinidade e morfologia (Ishikawa et al., 1993). A cristalinidade e morfologia das nanopartículas e do sistema em si, irá ser determinante na eficiência da terapia com os mesmos. Esta tecnologia de análise é amplamente dominada pelo Grupo de Pesquisa em Materiais da UFAM (GPMat), especialmente no Laboratório de Materiais (LabMat), que já produz ciência em Fármacos e Materiais Magnéticos, sendo agora o presente projeto o momento de mesclar os dois conhecimentos.
  • Universidade Federal do Amazonas - AM - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022