Projetos de Pesquisa

 

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Adriana Garcia Gonçalves

Ciências Humanas

Educação
  • desafios e possibilidades para continuidade da escolarização de estudantes com doença crônica e/ou deficiência com comorbidade em municípios do interior do estado de são paulo
  • Nos últimos vinte anos, houve a criação de importantes leis para a proteção e a manutenção dos direitos da infância e da juventude, com ênfase à educação e à saúde. Ressalta-se o Atendimento Educacional Especializado contemplando as necessidades da escolarização da pessoa com deficiência em ambiente escolar, hospitalar ou domiciliar, para estudantes em afastamento de saúde e ausentes da escola. Entretanto, constata-se que as necessidades educativas dos estudantes com doenças crônicas não têm sido contempladas, muitas vezes pelo desconhecimento da equipe escolar em lidar com a condição desses estudantes, que têm alterado seu estado biológico, além de suas dimensões educativas, emocionais, psíquicas e sociais. Diante disso, a pesquisa objetiva investigar como vem acontecendo a escolarização de estudantes com doença crônica e/ou deficiências com comorbidades e propor ações compartilhadas para continuidade do processo de escolarização desses alunos em rede de colaboração. O Método será composto por três etapas, sendo a primeira o mapeamento dos estudantes com doença crônica e/ou deficiências com comorbidades junto à Diretoria Regional de Saúde - DRS. A segunda etapa será a aplicação de roteiro de entrevista junto aos gestores da divisão de Educação Especial dos Sistemas de Ensino, aos diretores de escola e aos professores de sala regular e/ou do Atendimento Educacional Especializado que tenham vivenciado a experiência de atuar com alunos com doenças crônicas e/ou deficiências com comorbidades. Na terceira etapa, será organizada uma cartilha contendo informações sobre as doenças crônicas e/ou deficiências com comorbidades mais comuns entre os estudantes das escolas dos municípios de abrangência. Os dados serão analisados por etapa e organizados em planilhas e categorias temáticas. Espera-se contribuir com esse campo do conhecimento científico e com inovação ao propor o mapeamento dos estudantes com doenças crônicas e/ou deficiências com comorbidades e a disponibilização de material informativo, para subsidiar a atuação da equipe escolar junto aos estudantes com aquelas condições.
  • Universidade Federal de São Carlos - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Adriana Gibara Guimarães

Ciências Biológicas

Biotecnologia
  • desenvolvimento biotecnológico de nanocápsulas contendo α-terpineol como estratégia terapêutica para a dor oncológica e dor neuropática induzida por quimioterápico
  • A dor é um dos sintomas mais prevalentes e angustiantes vividos por pacientes com câncer, acometendo 75 a 90% dos portadores da doença no estágio avançado (XIA et al., 2013). A dor associada ao câncer é gerada e mantida por um ou mais dos seguintes mecanismos anatômicos: compressão de tecidos ou de nervos periféricos, oclusão vascular, infiltração e metástase do tumor. Além disso, os pacientes também experimentam dor causada pelas terapias destinadas ao tratamento do próprio câncer, como radioterapia, quimioterapia ou procedimentos cirúrgicos (KUMAR, 2011). Outro fator que dificulta o tratamento da dor oncológica é sua neurobiologia complexa e multifatorial. Além de células cancerosas, os tumores apresentam vasos sanguíneos e células do sistema imunológico, tais como macrófagos, neutrófilos e células T. Estas secretam vários fatores capazes de sensibilizar ou excitar diretamente os neurônios aferentes primários, e incluem prostaglandinas, fator de necrose tumoral-α (TNF-α), endotelinas, fator de crescimento tranformador β (TGF-β), interleucina-1 e 6, ATP, bradicinina, os quais ativam e sensibilizam intensamente os neurônios sensoriais. Este mecanismo gera alterações neuroquímicas no SNC, que resultam no aumento dos níveis extracelulares deste neurotransmissor excitatório e concomitante excitotoxicidade do SNC e aumento da regulação da dinorfina, peptídeo pró-hiperalgésico da família opioide (MANTYH et al., 2002; SCHMIDT et al., 2010). A dor neuropática induzida por quimioterapia corresponde a mais comum complicação neurológica do tratamento de câncer e acomete cerca de 90% dos pacientes com câncer tratados com quimioterápico. O desenvolvimento da neuropatia é a razão mais comum para alterar um regime de quimioterapia, quer através da diminuição da dose e frequência ou por seleção de um agente terapêutico diferente, o que pode prejudicar o tratamento do câncer (KIM; DOUGHERTY; ABDI, 2015). Os taxanos, como o paclitaxel, são quimioterápicos fundamentais para o tratamento do câncer de mama e outros tumores sólidos, e funcionam como inibidores do fuso mitótico (PARVATHY; MASOCHA, 2013). No entanto, essa droga antineoplásica produz neurotoxicidade periférica, com dormência, formigamento, dor ardente e alodinia ao frio. Atualmente, não há tratamentos eficazes para prevenir ou minimizar esse tipo de dor, sendo crescente a busca de novas opções terapêuticas através da utilização de modelos experimentais (NIETO et al., 2008). Na fisiopatologia da dor neuropática induzida por quimioterápicos, citocinas inflamatórias como TNF-α e IL-1β foram referidas como estando envolvida no desenvolvimento e manutenção da neuropatia (ZHANG; AN, 2007). Deste modo, os produtos naturais e seus metabolitos secundários, constituem uma importante fonte de compostos bioativos, com significante atividade terapêutica (Atanasov et al., 2015; Newman e Cragg, 2016). Nesse contexto, os óleos essenciais apresentam em sua composição, ampla variedade de substâncias bioativas, como monoterpenos, que compõem cerca de 90% desses óleos e são detentores de múltiplas propriedades farmacológicas (Guimarães et al., 2013; Kozioł et al., 2014). Dentre esses monoterpenos, o α-terpineol (TP), encontrado no óleo essencial de diversas espécies pertencentes ao gênero Eucalyptus (DAGNE et al., 2000), apresenta efeito antinociceptivo mediado por mecanismos periféricos devido a sua capacidade de inibir a enzima cicloxigenase e a produção de mediadores e citocinas inflamatórias como prostaglandina E2 (PGE2), Interleucina-1β (IL-1β) e fator nuclear kappa B (NfkB) (GOUVEIA et al., 2018; HASSAN et al., 2010; HELD; SCHIEBERLE; SOMOZA, 2007; KAWATA; KAMEDA; MIYAZAWA, 2008; KHALIL et al., 2004; OLIVEIRA et al., 2012; QUINTANS JÚNIOR et al., 2011). Em contrapartida, a elevada lipofilicidade e a limitada farmacocinética apresentada pelo TP requer o emprego de nanotecnologias, com o objetivo de melhorar as propriedades físico-químicas, a biodisponibilidade e aumentar os seus efeitos biológicas sistêmicas (Bilia et al., 2014). Nesse sentido, os sistemas carreadores, que direcionam e controlam a liberação de fármacos, apresentam-se como veículos promissores para a administração desse monoterpeno por diferentes vias. Dentre estes sistemas carreadores, as nanocápsulas poliméricas lipídicas (LNCs) têm sido amplamente usadas como estratégias inovadoras visando melhorar a eficácia dos tratamentos anti-inflamatórios e analgésicos, visto que aumentam a concentração de fármacos de forma seletiva no local da lesão (Clemente-Napimoga et al., 2012; Villalba et al., 2014). Desta forma, considerando as consequências que o câncer e o uso de quimioterápicos podem causar à vida dos pacientes com dor crônica e a ausência de estudos experimentais com o uso do TP em nanocápsulas (TP-LNCs) em modelos de dor oncológica e neuropática, este projeto visa avaliar o efeito do TP-LNCs sobre as respostas nociceptivas induzidas pelo sarcoma 180 (S180) e por paclitaxel em roedores. Para tanto, serão utilizados camundongos Swiss machos, os quais serão tratados com as TP-LNCs após a indução do tumor ou da neuropatia induzida por paclitaxel. Os animais serão avaliando quanto à nocicepção, hiperalgesia mecânica (von Frey) e térmica (placa quente, acetona). Após as avaliações comportamentais, os animais serão eutanasiados para avaliação dos mecanismos envolvidos no efeito observado por análise histopatológica, Elisa, imunofluorescência e avaliação de enzimas antioxidantes. O desenvolvimento deste projeto possibilitará a publicação de artigos científicos em periódicos internacionais indexados pelo Qualis da CAPES, depósito de patente junto ao INPI, formação de recursos humanos, contribuindo para o desenvolvimento da Ciência e Tecnologia Nacional e Regional, além de contribuir cientificamente para o estudo farmacológico e tecnológico dos monoterpenos e fornecer evidências para possíveis aplicações futuras.
  • Universidade Federal de Sergipe - SE - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022